professora de Iowa é demitida após oferecer pontos extras em troca de doações para viagem ao Equador
IOWA, ESTADOS UNIDOS — Uma professora substituta do Distrito Escolar de Clinton, em Iowa, foi demitida e teve o pedido de auxílio-desemprego negado após criar um esquema ilegal de arrecadação de fundos com seus próprios alunos. A educadora Stephanie Mullaley usou sua posição em sala de aula para oferecer pontos extras nas notas dos estudantes em troca de doações financeiras para custear uma viagem pessoal ao Equador.
A proposta envolvia a criação de uma vaquinha online na plataforma GoFundMe. Mullaley buscava arrecadar US$ 1,8 mil (cerca de R$ 9,8 mil na cotação atual) para cobrir gastos com transporte, hospedagem e alimentação em uma viagem agendada com o marido. Na página da campanha, ela descrevia a iniciativa como uma “missão médica” na qual atuaria como tradutora.
Durante o ano letivo, a professora compartilhou seus objetivos de viagem com as turmas e informou explicitamente que os alunos poderiam melhorar seus desempenhos acadêmicos doando para sua conta pessoal. O caso gerou desconforto entre os estudantes, que relataram ter se sentido pressionados a repassar dinheiro para garantir notas.
Descoberta e sanções judiciais
O esquema veio à tona após a administração do distrito escolar tomar conhecimento da prática e considerar a conduta uma violação grave do código de ética. A professora foi desligada do cargo em maio. Até o momento do encerramento e remoção da campanha, a vaquinha havia acumulado apenas US$ 140 (cerca de R$ 725), vindos de seis doações que oscilaram entre US$ 5 e US$ 50.
Embora a demissão tenha ocorrido há alguns meses, os detalhes do processo tornaram-se públicos após uma decisão do juiz administrativo Duane Golden, responsável por analisar o pedido de auxílio-desemprego solicitado por Mullaley.
O magistrado indeferiu a solicitação do benefício, concluindo que condicionar notas acadêmicas a contribuições financeiras configura má conduta profissional direta no trabalho. No parecer, Golden destacou a coerção sofrida pelos alunos no ambiente escolar e reiterou que a conduta feriu a integridade da instituição de ensino.
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