Pesquisas apontam vantagem de Lula, mas cenário indica disputa em segundo turno
Às vésperas da votação, os mais recentes levantamentos de intenção de voto mostram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da corrida eleitoral, mas sem a margem necessária para liquidar a disputa já no primeiro turno. Os dados do Datafolha e da Quaest apontam que o petista mantém vantagem sobre seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), embora a decisão deva se estender para uma segunda etapa.
No levantamento mais recente do Datafolha, Lula aparece com 45% dos votos válidos, contra 40% de Flávio Bolsonaro. Apesar de registrar uma distância de cinco pontos percentuais em relação ao rival, o resultado do candidato à reeleição ainda permanece abaixo do patamar de 50% mais um dos votos válidos, exigido pela legislação eleitoral para encerrar o pleito de forma direta. Na pesquisa anterior do instituto, a diferença entre os dois postulantes era de quatro pontos.
Os recortes demográficos das pesquisas expõem um eleitorado profundamente dividido por fatores socioeconômicos, religiosos e regionais. Segundo o Datafolha, a preferência por Lula atinge 50% nas faixas de renda de até dois salários mínimos, segmento no qual Flávio Bolsonaro soma 28%. Já nas camadas intermediárias, com rendimento familiar de dois a cinco salários mínimos, a vantagem se inverte: o candidato do PL registra 47%, ante 34% do petista.
No recorte por religião, a polarização segue a mesma tendência observada nos últimos anos. Lula lidera entre os eleitores católicos, com 50% das intenções de voto contra 32% do adversário. Entre os evangélicos, Flávio Bolsonaro concentra 52% da preferência, enquanto o atual presidente soma 26%. Entre os diferentes grupos etários, Lula consolida sua maior margem no eleitorado com 60 anos ou mais (49% a 36%), ao passo que as faixas intermediárias mantêm cenários de empate técnico ou disputas acirradas.
Já o levantamento do instituto Quaest indicou Lula com 39% das intenções totais contra 34% de Flávio Bolsonaro, evidenciando uma oscilação positiva do petista na reta final. Contudo, analistas ponderam que a volatilidade da última semana e o contingente de eleitores que declaram possibilidade de mudar de voto — cerca de 17% — deixam o quadro aberto até a abertura das urnas.
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