A gestão Tarcísio de Freitas confirmou que o pagamento da pensão por morte destinado à filha da policial militar Gisele Santana, de 7 anos, será iniciado no dia 8 de abril. O anúncio ocorre em um momento de forte pressão pública e críticas sobre o contraste financeiro entre a família da vítima e o principal suspeito do crime.
O caso e os pagamentos
Gisele Santana foi morta com um tiro na cabeça em fevereiro de 2026. O principal suspeito é o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que está preso preventivamente sob investigação de feminicídio e fraude processual. Recentemente, a publicação da transferência do oficial para a reserva (aposentadoria) no Diário Oficial gerou indignação, prevendo vencimentos que ultrapassam os R$ 28 mil.
Enquanto o processo do oficial seguiu trâmites burocráticos rápidos, a família de Gisele enfrentava a lentidão da SPPrev (São Paulo Previdência). A defesa e familiares questionavam como o suposto agressor poderia garantir rendimentos integrais imediatamente, enquanto a órfã da soldado — que recebia cerca de R$ 7 mil mensais — ainda aguardava o amparo básico.
Atualizações recentes
- Data do benefício: O governo estadual garantiu que a primeira parcela da pensão será depositada na próxima terça-feira (8).
- Situação do coronel: Após a repercussão negativa, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) esclareceu que, embora a aposentadoria tenha sido publicada, o pagamento dos vencimentos ao tenente-coronel está suspenso/bloqueado devido ao decreto de 1970, que impede o recebimento de salário por policiais detidos.
- Investigação: Laudos da Polícia Civil contestaram a versão inicial de suicídio apresentada pela defesa do oficial. As provas apontam para manipulação da cena do crime e execução, o que fundamenta a acusação de feminicídio.
O benefício da criança é vitalício até a maioridade (18 anos) e calculado com base na contribuição de Gisele à corporação. A família agora aguarda que a justiça cível também determine indenizações por parte do acusado para garantir o futuro da menor.




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