RIO BONITO DO IGUAÇU – Passados cinco meses desde que um tornado devastou o município de Rio Bonito do Iguaçu, a lentidão na reconstrução da cidade tornou-se alvo de um embate direto na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP). O deputado estadual Requião Filho (PDT) protocolou um requerimento formal exigindo explicações do Governo do Estado e da Cohapar (Companhia de Habitação do Paraná) sobre a entrega de apenas uma unidade habitacional até o momento.
O parlamentar classificou a situação como um “cenário de abandono”. Segundo o documento apresentado, 90% da infraestrutura do município foi afetada pelo fenômeno climático. O foco da crítica recai sobre um contrato de R$ 43,9 milhões destinado à construção de 320 moradias, o que representa um custo médio de R$ 137.403,20 por unidade.
Os pontos centrais da cobrança
A fiscalização liderada por Requião Filho aponta graves inconsistências na execução do plano de auxílio:
- Entrega Unitária: Desde o desastre em novembro de 2025, apenas uma casa foi finalizada.
- Condições Precárias: Relatos indicam que a única unidade entregue carece de acabamentos básicos, como piso, além de não possuir ligações fundamentais de água e energia elétrica.
- Falta de Transparência: O deputado questiona os critérios da contratação emergencial e a ausência de um cronograma claro para as 319 unidades restantes.




Deixe um comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.