Arilson Chiorato critica postura eleitoral de Sérgio Moro

O deputado estadual e presidente do Partido dos Trabalhadores no Paraná, Arilson Chiorato, subiu o tom das críticas contra o senador Sergio Moro (PL), que atualmente lidera as intenções de voto para o Governo do Estado nas eleições de 2026. Em declarações recentes, o parlamentar e líder da oposição na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) afirmou que o ex-juiz da Lava Jato tenta omitir passagens controversas de sua trajetória jurídica enquanto ataca movimentos sociais e a esquerda.
A principal acusação de Chiorato foca no histórico de Moro na 2ª Vara Federal Criminal de Curitiba, especificamente em relação ao caso Banestado, o gigantesco esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro ocorrido na década de 1990. Segundo o deputado, o agora senador não teria sido capaz de punir os principais responsáveis pelo “roubo” do banco estatal paranaense.

O embate político e as pesquisas

A ofensiva do PT paranaense ocorre em um momento estratégico. De acordo com os levantamentos mais recentes de institutos como Paraná Pesquisas e AtlasIntel, divulgados no início de abril de 2026, Sergio Moro aparece com ampla vantagem na disputa pelo Palácio Iguaçu:

  • Liderança consolidada: Moro registra índices que variam entre 44% e 52% das intenções de voto nos cenários de primeiro turno.
  • Adversários: O senador supera nomes como Requião Filho (PDT), que aparece em segundo lugar, além de Rafael Greca (MDB) e Alexandre Curi (PSD).
    Para a oposição, a estratégia de Moro tem sido focar no desgaste de movimentos como o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e em críticas ideológicas, o que Arilson Chiorato classifica como uma cortina de fumaça para esconder “verdades” sobre sua atuação como magistrado.

Revisitando o caso Banestado

As críticas de Chiorato remetem a decisões do Judiciário que impactaram o legado de Moro. Embora o ex-juiz tenha proferido condenações na época, o Supremo Tribunal Federal (STF) já anulou sentenças assinadas por ele no âmbito do Banestado.

  1. Parcialidade: Em 2020, a Segunda Turma do STF reconheceu a parcialidade de Moro em processos do caso, sob o argumento de que houve quebra de imparcialidade na condução das investigações.
  2. Acordos com Doleiros: O deputado petista frequentemente cita o fato de que operadores financeiros centrais, como Alberto Youssef, fizeram seus primeiros acordos de delação premiada sob a tutela de Moro ainda no caso Banestado, voltando a delinquir anos depois até serem presos novamente na Operação Lava Jato.

“A verdade sobre Sergio Moro é que ele tenta esconder um passado de seletividade. No Banestado, os grandes responsáveis saíram impunes enquanto ele construía sua imagem política”, afirma Chiorato em suas redes sociais.

Próximos passos

Com a proximidade do pleito de 2026, a tendência é que o histórico jurídico de Moro se torne o principal alvo da esquerda paranaense. Enquanto o senador busca consolidar sua migração para o PL e o apoio da base bolsonarista no estado, o PT sinaliza que a “verdade sobre o passado” será o eixo central da narrativa de oposição.

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