Disputa judicial por ilha em Angra dos Reis ganha novos desdobramentos após manifestação de Richarlison
A controvérsia em torno da posse de uma propriedade de luxo na Ilha Comprida, localizada em Angra dos Reis (RJ), ganhou um novo capítulo na Justiça do Distrito Federal. O advogado Willer Tomaz — amigo e aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — ingressou com uma ação solicitando que o atacante Richarlison, da Seleção Brasileira e do Tottenham, seja impedido de realizar publicações nas redes sociais sobre o caso.
O pedido de urgência feito pela defesa do advogado foi negado pela Justiça do DF. O magistrado responsável pelo caso indeferiu a tutela liminar ao apontar o risco de censura prévia à liberdade de expressão do atleta.
As acusações do jogador
A movimentação ocorreu após Richarlison publicar um vídeo afirmando ter sido vítima de manobras judiciais. De acordo com a versão do atacante, ele teria investido cerca de R$ 10 milhões no imóvel e recusado propostas de compra apresentadas por Flávio Bolsonaro.
O jogador alega que, após a recusa, a posse dos direitos de ocupação da ilha foi transferida de forma célere para a empresa WT Administração, vinculada a Willer Tomaz, sem que ele recebesse ressarcimento pelos valores investidos. Diante disso, Richarlison cobrou publicamente providências da Polícia Federal e pediu explicações de autoridades.
O posicionamento da defesa e desfecho judicial
Por outro lado, o advogado Willer Tomaz rebateu categoricamente as afirmações do jogador, sustentando que adquiriu os direitos de ocupação de maneira regular. Em manifestação pública, Tomaz enfatizou que a transferência decorreu de decisões judiciais transitadas em julgado e destacou que a empresa ligada ao atleta (Sport 70) acabou desistindo do processo judicial após ter recursos negados por unanimidade até o Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O advogado desafiou o jogador a apresentar comprovantes e escrituras de compra do terreno e apontou que assumiu mais de R$ 2 milhões em débitos acumulados do imóvel.
Já a assessoria de Flávio Bolsonaro tem reiterado que o parlamentar não faz parte do processo judicial e classifica as alegações como sem fundamento factual. O processo principal sobre as manifestações digitais prossegue na Justiça.
Descubra mais sobre
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.




Publicar comentário