Atriz relata agressão física e verbal no metrô de São Paulo após ato político
A atriz e arte-educadora Mariana, identificada como a mulher brutalmente agredida na estação Butantã do metrô de São Paulo no último domingo, 18 de outubro, quebrou o silêncio nesta quarta-feira, 21. O ataque ocorreu após a participação em um ato político do senador Flávio Bolsonaro na capital paulista, quando a vítima foi alvo de ofensas e violência física por estar vestida com uma camiseta vermelha.
Em seu relato público, Mariana explicou que percebeu olhares e comentários hostis de um casal enquanto aguardava o transporte. Ao questionar o homem — posteriormente identificado como Diogo Freire Estevão —, a situação escalou rapidamente para ofensas verbais.
”Ele começou a falar que eu era uma vagabunda, suja, que ao contrário de mim ele sustentava 80 famílias e pagava impostos. Eu nunca tinha visto aquelas pessoas na vida”, afirmou a artista.
Segundo a vítima, a discussão intensificou-se quando o agressor se aproximou de maneira intimidatória, o que a levou a tentar afastá-lo com um empurrão. Foi nesse momento que o homem partiu para cima dela, desferindo socos em sua cabeça e em seu rosto. Além das agressões do empresário, Mariana relatou ter sido atacada pela esposa dele, Leda Teixeira Freire, que puxou seus cabelos.
O episódio gerou forte repercussão nas redes sociais após a circulação de um vídeo gravado por uma testemunha. Nas imagens, é possível ver a confusão e a presença de policiais militares próximos ao local, cuja postura diante da omissão de socorro imediato e da liberação do agressor também passou a ser alvo de apuração.
Mariana lamentou a falta de amparo imediato por parte de quem passava pela estação lotada. “Enquanto eu chorava, pessoas passavam por mim rindo da situação. Eu estava voltando para casa e apanhei porque estava vestindo vermelho”, declarou. A artista recebeu suporte posterior apenas de algumas passageiras que presenciaram a cena e de uma funcionária da segurança do metrô.
O caso foi formalmente registrado na 14ª Delegacia de Polícia (Pinheiros) como agressão e injúria. A concessionária responsável pela operação da Linha 4-Amarela repudiou o episódio de violência e reiterou que está colaborando com as autoridades para esclarecer todos os fatos. As investigações continuam em andamento para responsabilizar os envolvidos.
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