Balanço da Meta no terceiro trimestre surpreende mercados e impulsiona corrida tecnológica
A Meta iniciou a temporada de balanços das grandes empresas de tecnologia (as chamadas big techs) com resultados que superaram as projeções do mercado, mas revelou um cenário de forte pressão financeira provocado por acordos judiciais e investimentos bilionários em inteligência artificial.
A dona do Facebook, Instagram e WhatsApp registrou um faturamento de US$ 64,6 bilhões no terceiro trimestre, alta de 26% em relação ao mesmo período do ano anterior. O valor superou o teto da faixa projetada pela própria companhia e ficou acima do consenso dos analistas em Wall Street. A alta foi puxada principalmente pela publicidade digital, impulsionada pelo aumento no preço médio dos anúncios e pelo crescimento da base diária de usuários ativos, que alcançou a marca de 3,64 bilhões de pessoas.
Apesar da forte receita, o balanço evidenciou os impactos de custos extraordinários. Uma despesa de quase US$ 10 bilhões relacionada a um acordo judicial com procuradores-gerais americanos — voltado a encerrar contenciosos sobre o impacto das redes sociais na saúde mental de adolescentes — cortou drasticamente o lucro operacional e reduziu a margem da companhia. Além disso, a expansão massiva da infraestrutura voltada à inteligência artificial levou a uma alta expressiva no capex (investimentos em capital), deixando o fluxo de caixa livre temporariamente no vermelho.
Para sustentar o ritmo acelerado de investimentos na disputa tecnológica global, a administração da Meta anunciou a criação de uma nova classe de ações sem direito a voto. Os novos papéis deverão ser utilizados futuramente para captação de recursos e potenciais aquisições, permitindo que a empresa mantenham a estrutura de governança enquanto financia sua transição estratégica para a era da IA.
Descubra mais sobre
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.




Publicar comentário