O governo do México oficializou a implementação de um novo modelo de saúde pública inspirado no Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro. O anúncio, realizado pela presidenta Claudia Sheinbaum Pardo, estabelece o ano de 2027 como o marco inicial para o pleno funcionamento da rede, que busca unificar o atendimento e garantir acesso universal a cerca de 130 milhões de mexicanos.
A iniciativa ganhou força após a assinatura de um acordo estratégico entre o ministro da Saúde do Brasil e o secretário de Saúde do México, David Kershenobich Stalnikowitz. O memorando prevê cooperação técnica e científica para que o México possa replicar a lógica de atendimento integral e gratuito do modelo brasileiro.
Etapas da implementação e foco no atendimento
O cronograma de transição foi detalhado pelo governo mexicano e divide-se em fases prioritárias:
- Abril de 2026 (Início imediato): Começa o processo de credencialização. A primeira fase foca em idosos acima de 85 anos, que receberão uma identidade nacional de saúde para identificar sua unidade de referência.
- Janeiro de 2027: Início do atendimento unificado em rede, permitindo que o cidadão utilize serviços em diferentes instituições públicas (como IMSS e ISSSTE) sem as restrições de vínculo que existem hoje.
- 2028 em diante: Expansão para o intercâmbio total de serviços, com foco em doenças crônico-degenerativas (como Alzheimer e artrite), consultas com especialistas e ampliação do fornecimento de medicamentos.
Digitalização e integração de dados
Um dos pilares do novo sistema é a integração digital. O governo mexicano planeja unificar os prontuários médicos, permitindo que o histórico do paciente seja acessado por qualquer profissional da rede pública.
“É o melhor modelo que podemos seguir para garantir o acesso à saúde”, afirmou a presidenta Sheinbaum, destacando que a transparência e a informação semanal sobre os módulos de cadastro serão fundamentais para o sucesso do programa.
Desafios e infraestrutura
Para sustentar a demanda, o México conta atualmente com 2 mil centros médicos considerados aptos para a fase inicial. O projeto também inclui o reforço das “Farmácias do Bem-Estar”, uma rede de módulos para distribuição gratuita de remédios.
Além do suporte técnico brasileiro, o país foca na soberania sanitária, buscando parcerias para a produção de vacinas e medicamentos, inspirando-se no Complexo Econômico-Industrial da Saúde do Brasil para reduzir a dependência de importações e fortalecer a atenção primária no território mexicano.




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