Governo federal cria força-tarefa para apurar ameaças contra indígenas em MS
A Força Nacional de Segurança Pública começou a fazer patrulhamento em três comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul após denúncias de ameaças e violência contra os povos Guarani e Kaiowá. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (29) pelo ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena.
Segundo o ministro, as equipes estão nas comunidades Sassoró (em Tacuru), Taquapery (em Coronel Sapucaia) e Limão Verde (em Amambai). A atuação faz parte de uma força-tarefa do governo federal criada para acompanhar as denúncias, investigar os casos e reforçar a segurança dos indígenas.
Em publicação nas redes sociais, Eloy Terena informou que uma força-tarefa do governo federal está acompanhando a situação diretamente nos territórios e anunciou a abertura de um canal oficial de denúncias via WhatsApp pelo número (11) 98202-5433 para registrar qualquer ato de agressão ou intimidação contra os povos originários.
A mobilização envolve os ministérios dos Povos Indígenas, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos e da Cidadania. O Ministério da Justiça também atua na articulação com órgãos policiais. A pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, uma comitiva ministerial também foi organizada para visitar diretamente as áreas afetadas no estado.
Tensão e investigações da Polícia Federal
A intensificação da segurança ocorre no contexto de graves denúncias surgidas no estado:
- Ameaça de envenenamento de água em Tacuru: Um dos casos de maior repercussão envolve áudios vazados de dois servidores municipais sugerindo colocar veneno no abastecimento de água da comunidade Sassoró. A Prefeitura de Tacuru afastou os funcionários envolvidos e instaurou Processo Administrativo Disciplinar (PAD). O caso foi encaminhado à Polícia Federal e é acompanhado pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Defensoria Pública da União (DPU).
- Incêndio em casa de rezadeira: Na mesma região de Tacuru, a casa de uma rezadeira indígena de 90 anos foi incendiada pela segunda vez, em um episódio investigado com suspeita de ação criminosa.
Além da patrulha ostensiva da Força Nacional, inquéritos da PF apuram a autoria e a extensão dos discursos de ódio e das intimidações relatadas em diferentes municípios sul-mato-grossenses.
Descubra mais sobre
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.




Publicar comentário