Ex-carcerceiro de Lula relata hostilidade em transferência e lança livro sobre bastidores da prisão em Curitiba
A rotina e os episódios marcantes dos 580 dias em que o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba ganham novos detalhes públicos. Jorge Chastalo Filho, delegado da PF que atuou como chefe da custódia do petista durante o período, revelou momentos de forte tensão vividos no trajeto e na chegada do ex-presidente ao cárcere, incluindo ofensas verbais diretas dirigidas ao ex-mandatário.
De acordo com relatos que integram o livro de memórias sobre o período — com lançamento programado para esta semana —, Chastalo descreve a atmosfera de hostilidade que envolveu a transferência de Lula em abril de 2018. Durante o percurso entre o aeroporto e o prédio da PF, o agente relata ter ouvido manifestações inflamadas da multidão e até de transeuntes, como expressões do tipo “joguem esse lixo pela janela” e “não o soltem nunca mais”.
O livro traz à tona a perspectiva interna de quem acompanhou de perto a rotina diária do ex-presidente na Cela de Estado-Maior, desde a segurança até os aspectos interpessoais da convivência na carceragem. A obra compila episódios inéditos do dia a dia da custódia, diálogos com a equipe policial e os desdobramentos operacionais de um dos capítulos mais marcantes e polêmicos da história política recente do país.
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