O deputado estadual Requião Filho (PT) utilizou suas redes sociais para subir o tom contra a atual administração da Sanepar e o Governo do Estado do Paraná. Em publicação recente, o parlamentar apresentou dados que questionam a eficiência dos investimentos da companhia frente ao lucro distribuído aos acionistas, reacendendo o debate sobre a função social das empresas de economia mista no estado.
O foco da crítica: Lucros vs. Investimentos
De acordo com o parlamentar, há um descompasso entre a saúde financeira da empresa e a qualidade do serviço entregue à população, especialmente nas periferias e municípios menores. Requião Filho argumenta que a prioridade da gestão tem sido a maximização de dividendos, em detrimento da expansão acelerada da rede de esgoto e da manutenção preventiva para evitar a falta de água.
“A Sanepar não pode ser uma máquina de gerar boletos e lucros astronômicos enquanto paranaenses ainda convivem com esgoto a céu aberto”, afirmou o deputado em sua análise técnica.
Panorama atual e desdobramentos
A crítica surge em um momento estratégico. Recentemente, a Sanepar tem enfrentado pressões sobre o cumprimento das metas do Marco Legal do Saneamento, que exige a universalização dos serviços até 2033.
- Tarifas: O aumento escalonado das contas de água tem sido alvo de constantes questionamentos na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP).
- Privatização em pauta: O discurso de Requião Filho também ecoa a resistência de setores da oposição contra eventuais modelos de parceria público-privada (PPPs) mais agressivos ou a desestatização parcial de ativos da companhia.
- Ranking de Saneamento: Embora o Paraná figure em posições de destaque nacional, o deputado aponta que os índices “médios” mascaram realidades precárias em regiões específicas que não recebem a mesma atenção que os grandes centros urbanos.
O que diz a Sanepar?
Em comunicados oficiais recentes sobre seu balanço financeiro, a companhia costuma reiterar que mantém um cronograma rigoroso de investimentos e que a distribuição de lucros segue as normas legais das sociedades anônimas. A empresa defende que os repasses ao Estado — seu maior acionista — também são revertidos em outras áreas da administração pública.
A oposição, liderada por figuras como Requião Filho, promete manter o tema em pauta nas próximas sessões da ALEP, buscando uma revisão no modelo de gestão que priorize o atendimento direto ao cidadão acima da performance na bolsa de valores.




