Dourados e Ministério da Saúde iniciam vacinação contra chikungunya em meio a decreto de calamidade


A cidade de Dourados, em Mato Grosso do Sul, iniciou nesta segunda-feira (27 de abril de 2026) a aplicação da vacina contra a chikungunya. A medida faz parte de uma estratégia de emergência adotada pela Prefeitura e pelo Ministério da Saúde para conter o avanço desenfreado da doença no município, que já registrou mais de 2,6 mil casos confirmados e oito mortes apenas este ano.
Devido à gravidade do cenário epidemiológico, a prefeitura decretou situação de calamidade em saúde pública. O município é o primeiro do estado a receber o imunizante dentro de um projeto-piloto nacional, motivado pelo fato de a chikungunya já ter atingido 95% das cidades sul-mato-grossenses.
Público-alvo e logística
Nesta etapa inicial, a vacinação é voltada para adultos com idade entre 18 e 59 anos. Diferente de outras campanhas de imunização em massa, o processo em Dourados será mais criterioso: cada cidadão passará por uma triagem clínica realizada por profissionais de saúde antes de receber a dose, visando identificar possíveis contraindicações e comorbidades.
As doses estão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da cidade. Além do atendimento regular, a Secretaria Municipal de Saúde anunciou uma ação especial de drive-thru para o dia 1º de maio (feriado do Dia do Trabalho), que ocorrerá no pátio da prefeitura, das 8h às 12h, para ampliar o alcance da cobertura vacinal.
Reforço e restrições
O estado de Mato Grosso do Sul recebeu um lote de 46,5 mil doses do imunizante, que também atenderá o município vizinho de Itaporã. A Força Nacional do SUS já atua na região para reforçar o atendimento clínico e auxiliar nas visitas domiciliares.
É importante destacar que a vacina possui restrições específicas. Não podem ser imunizados:

  • Gestantes e lactantes;
  • Pessoas com imunodeficiência congênita ou que façam uso de medicamentos imunossupressores;
  • Pacientes em tratamento oncológico (quimioterapia ou radioterapia);
  • Transplantados de órgãos sólidos.
    Com 13 mortes confirmadas por chikungunya em todo o estado em 2026, as autoridades de saúde reforçam que a vacinação é uma ferramenta essencial, mas deve ser acompanhada pelo controle rigoroso dos focos do mosquito Aedes aegypti pela população.

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