A tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a jornada de trabalho na escala 6×1 segue gerando intensos debates nos bastidores do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto. A pressão de setores governistas e de partidos de esquerda sobre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), acendeu um sinal de alerta entre articuladores do governo Lula e a cúpula do PT, que buscam evitar um desgaste prematuro com o comando do Legislativo.
O clima de tensão ganhou força após declarações públicas de lideranças partidárias cobrando celeridade na tramitação do texto. Intermediadores do governo e do próprio PT têm atuado para acalmar os ânimos, argumentando que o enfrentamento direto com a presidência do Senado pode comprometer outras pautas econômicas e sociais prioritárias para o governo federal.
O ponto central do debate
- A proposta: A PEC busca alterar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para reduzir o limite de dias trabalhados consecutivos sem descanso, extinguindo o modelo de seis dias de trabalho para um de folga.
- A articulação política: Enquanto a base mais progressista pressiona por uma definição rápida da pauta, governistas moderados defendem uma abordagem mais dialogada para não alienar partidos de centro e a liderança do Senado.
- O posicionamento do governo: O Palácio do Planalto busca manter um equilíbrio delicado, evitando se posicionar de forma que crie atritos desnecessários com Davi Alcolumbre, peça-chave para a governabilidade e para a votação de projetos estruturais.
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