O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou que a juíza da 4ª Vara Cível de Santana, em São Paulo, preste esclarecimentos detalhados sobre a nomeação de Eduardo Tagliaferro para atuar como perito em um processo judicial de grande porte que envolve o Banco Itaú. O procedimento investiga possíveis irregularidades e conflitos de interesse na escolha do profissional para o caso.
Eduardo Tagliaferro, ex-chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ex-colaborador do ministro Alexandre de Moraes, foi destituído de seu cargo na corte eleitoral em 2023 após ser preso sob a acusação de violência doméstica. Mais recentemente, seu nome voltou ao centro do debate público após o vazamento de mensagens que sugeriam o uso informal da estrutura do TSE para abastecer inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF).
A controvérsia atual gira em torno de sua atuação na esfera cível. Tagliaferro foi nomeado pela magistrada paulista para realizar uma perícia técnica em uma disputa judicial milionária contra o Itaú. O banco questionou formalmente a escolha, alegando falta de isenção e contestando a qualificação técnica do profissional para o objeto específico da ação, além de apontar os desgastes reputacionais associados ao nome do perito.
Diante dos questionamentos e da repercussão do caso, o CNJ acionou a Corregedoria para apurar os critérios adotados pela juíza na nomeação. O órgão de controle do Poder Judiciário quer entender se foram respeitados os princípios de impessoalidade e as normas de cadastro de peritos dos tribunais. A defesa de Tagliaferro e o Tribunal de Justiça de São Paulo ainda não se pronunciaram formalmente sobre os desdobramentos da investigação do conselho.









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