O Consulado-Geral do Brasil em Nova York, localizado na região de Midtown Manhattan, foi temporariamente fechado e totalmente evacuado nesta terça-feira (7). A medida de emergência foi determinada pelas autoridades norte-americanas devido ao risco iminente de colapso parcial de um arranha-céu vizinho em obras.
O que causou a evacuação de emergência
A mobilização do Corpo de Bombeiros de Nova York (FDNY) e da polícia local começou no início da manhã, após relatos de queda de tijolos na estrutura de 37 andares localizada na 42nd Street. Engenheiros e socorristas constataram que duas colunas estruturais de sustentação cederam entre o 21º e o 22º andar, gerando um afundamento visível nos pisos superiores.
O chefe do Corpo de Bombeiros, John Esposito, classificou o cenário como “extremamente grave e perigoso”, alertando que o edifício continuou apresentando movimentação estrutural mesmo após o início do monitoramento das equipes de segurança.
- O Edifício Afetado: O arranha-céu que corre risco de colapso abrigava a antiga sede da farmacêutica Pfizer e estava passando por um grande processo de reforma estrutural para ser transformado em um complexo residencial.
- Zona de Exclusão: Por segurança, os quarteirões vizinhos foram isolados, interrompendo o tráfego de pedestres e veículos. Outros prédios comerciais altos das imediações e uma escola com cerca de 400 alunos também precisaram ser desocupados. Não houve registro de feridos.
Impacto no Consulado do Brasil
A representação brasileira fica sediada no icônico Daily News Building, situado na mesma área afetada pela zona de isolamento. Funcionários relataram que o aviso sonoro de evacuação ecoou pelos alto-falantes por volta das 11h30 (horário local), forçando todos a abandonarem as instalações rapidamente.
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) emitiu uma nota oficial confirmando a suspensão por tempo indeterminado de todos os atendimentos ao público:
”O Consulado-Geral do Brasil em Nova York encontra-se temporariamente fechado, a partir de hoje, 7/7, em decorrência de evacuação determinada pelas autoridades locais. Informações sobre a reabertura do prédio e a retomada dos atendimentos serão divulgadas tão logo seja possível.”
O Departamento de Edificações de Nova York mantém engenheiros civis no perímetro para monitorar a estabilidade da torre e avaliar quando os arredores estarão totalmente seguros para o retorno das atividades.
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