Defesa de Felipe Vorcaro contesta Polícia Federal no STF e nega fuga em carrinho de golfe

​A defesa de Felipe Vorcaro, apontado pelas investigações da Polícia Federal (PF) como um dos operadores financeiros vinculados ao Banco Master, apresentou uma petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar as acusações de que ele teria tentado fugir das autoridades utilizando um carrinho de golfe. A suposta tentativa de evasão, que teria ocorrido em janeiro na cidade de Trancoso (BA), foi um dos principais fundamentos adotados pelo ministro André Mendonça para decretar a prisão temporária do investigado na quinta fase da Operação Cúmplice Zero.

​No documento enviado à Suprema Corte, os novos advogados de Vorcaro — liderados pelo criminalista Alberto Toron — anexaram um laudo pericial particular para desmentir a tese da PF. De acordo com a perícia morfológica realizada nas imagens do circuito de segurança, os indivíduos gravados no veículo não correspondem ao investigado. A análise técnica identificou as pessoas no carrinho como Kelson de Oliveira, sogro de Felipe, acompanhado de outro hóspede da residência.

​A defesa sustenta que as características físicas captadas nas imagens são insuficientes para vincular o empresário aos personagens descritos no relatório policial e argumenta que o veículo de golfe retornou à propriedade logo em seguida, o que afastaria qualquer hipótese de fuga planejada. Diante dos novos elementos apresentados, os advogados pedem a revisão da medida restritiva, alegando que a tese de evasão que justificou a prisão preventiva carece de amparo factual seguro.

​Para compreender os desdobramentos iniciais desta investigação e o contexto que levou ao pedido de prisão, você pode assistir ao vídeo Análise da Operação Cúmplice Zero, que detalha as acusações originais trazidas pela Polícia Federal sobre a suposta movimentação em Trancoso.


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