O impasse político no Planalto
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), viajou a Brasília para uma reunião crucial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo central do parlamentar é garantir a sua permanência no comando do bloco governista na Casa ao menos até o início do recesso parlamentar, previsto para começar no dia 19 de julho.
A continuidade de Wagner no posto virou centro de um forte debate político na capital após ele se tornar um dos alvos da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF). A investigação apura um suposto esquema de fraudes e vantagens indevidas ligadas ao Banco Master, incluindo suspeitas de que o senador teria atuado no Congresso para favorecer pautas de interesse da instituição financeira.
Pressão por afastamento contra argumentos de defesa
Nos bastidores do Palácio do Planalto e dentro do próprio Partido dos Trabalhadores (PT), o clima é de divisão:
- Ala favorável à saída imediata: Auxiliares presidenciais e parlamentares aliados, como o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), defendem que Wagner se afaste temporariamente do cargo para focar em sua defesa e evitar o desgaste político da imagem do governo e das próximas articulações. Nomes como Teresa Leitão (PT-PE) e Camilo Santana (PT-CE) já aparecem cotados em bolsas de apostas para uma eventual substituição.
- Argumentos de Jaques Wagner: O senador nega categoricamente qualquer irregularidade. Ele afirma que o montante em dinheiro em espécie apreendido em suas residências é fruto de diárias oficiais acumuladas do Senado e recursos próprios declarados. Wagner argumenta que sua saída abrupta desestabilizaria as negociações governistas na reta final do semestre legislativo e traria prejuízos políticos à base na Bahia.
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