Efeito Dark Horse: Flávio Bolsonaro perde apoio e cai em pesquisas após vazamento de áudios

​A pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrenta fortes turbulências após a repercussão da série de reportagens investigativas batizada de “Vaza Flávio”. O epicentro da crise envolve o vazamento de conversas que expõem os bastidores do financiamento de Dark Horse, filme biográfico sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O desgaste imediato já se reflete de forma nítida nos principais levantamentos de intenção de voto do país.

​De acordo com as pesquisas mais recentes, como os levantamentos dos institutos AtlasIntel e Ideia, o senador registrou quedas expressivas em sua preferência eleitoral. Na pesquisa encomendada pelo Canal Meio, por exemplo, Flávio Bolsonaro oscilou negativamente de 36% para 31,5% nas intenções de voto de primeiro turno, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera o cenário. O recuo mais acentuado foi observado entre eleitores evangélicos, jovens e fatias da centro-direita moderada, que demonstraram forte rejeição aos episódios recentes.

​O foco das investigações e o impacto político

​O desgaste político intensificou-se após o portal The Intercept Brasil revelar áudios em que o parlamentar cobra repasses milionários do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Os diálogos indicam negociações que envolvem cerca de 24 milhões de dólares (aproximadamente R$ 134 milhões) destinados a subsidiar a superprodução cinematográfica, que conta com o ator norte-americano Jim Caviezel no papel principal e roteiro do deputado federal Mário Frias (PL-SP).

A defesa do parlamentar: Em nota oficial, Flávio Bolsonaro negou veementemente qualquer irregularidade, afirmando que os contatos limitavam-se à busca por patrocínio privado para a obra audiovisual, sem contrapartidas políticas, intermediações de negócios ou uso de verbas públicas.

​Apesar das justificativas apresentadas pela defesa, analistas políticos apontam que o caso tensionou a base aliada e acendeu o sinal de alerta na ala estratégica do PL. Com o avanço das apurações conduzidas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e sob a relatoria do ministro André Mendonça no Supremo Tribunal Federal (STF), o tabuleiro eleitoral para a corrida presidencial ganha novos contornos e adiciona forte imprevisibilidade ao futuro do grupo político.


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