Filha de João Paulo Silva, presidente do Ceará, recebe artefato explosivo disfarçado de presente em Fortaleza

Fortaleza, CE — O presidente do Ceará Sporting Club, João Paulo Silva, utilizou suas redes sociais para denunciar um grave atentado contra sua família. Na tarde desta quinta-feira, 25 de junho de 2026, uma de suas filhas recebeu um artefato explosivo disfarçado de presente enquanto estava em um curso de teatro, localizado no bairro Joaquim Távora, em Fortaleza.

​O pacote entregue continha uma caixa de chocolates, um buquê de flores e uma carta com ameaças explícitas e termos como “Fora JP” e “Safado”, em clara alusão e cobrança ao cargo que o dirigente ocupa no clube. Segundo relatos do dirigente, a jovem teve uma crise de pânico ao perceber do que se tratava o conteúdo da encomenda.

​”Hoje aconteceu algo que nunca imaginei que pudesse acontecer. Até onde a política suja foi capaz de chegar. Minha filha recebeu no curso de teatro um ‘presente’ com uma bomba e uma carta com ataques a mim. Ela teve um ataque de pânico”, desabafou João Paulo Silva em seu perfil.

​Atuação policial e investigações

​Assim que o objeto foi identificado, as polícias Civil e Militar do Estado do Ceará foram acionadas para isolar o local e iniciar os procedimentos de segurança e varredura.

​A Polícia Civil (PCCE) confirmou a abertura de um Boletim de Ocorrência (BO) e informou que o caso está sendo tratado inicialmente como crime de ameaça. Diligências e coletas de imagens de segurança da região já estão sendo realizadas para tentar identificar o responsável pela entrega do material. Até o momento, nenhum suspeito foi detido.

​Clima político tenso no clube

​O Ceará Sporting Club emitiu uma nota oficial repudiando veementemente o episódio. A diretoria ressaltou que manifestações de insatisfação com o futebol não podem servir de pretexto para atos criminosos que ponham em risco a integridade física de pessoas inocentes.

  • Histórico recente: O clima nos bastidores do clube cearense já vinha enfrentando forte turbulência. No final de maio, um protesto na sede do time resultou em confrontos e intervenção policial.
  • Medidas do Ministério Público: Na ocasião, as lideranças de oposição, conselheiros e torcidas organizadas foram punidos pelo MP por incitação à violência e desordem.

​O presidente do clube reafirmou que está tomando todas as medidas judiciais e de proteção cabíveis para garantir a segurança de seus familiares, destacando que o ambiente do futebol não pode tolerar esse tipo de extremismo.


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