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Flávio Bolsonaro acusa ministros do STF de interferência eleitoral em ato com MDB e ataca Lula

Flávio Bolsonaro acusa ministros do STF de interferência eleitoral em ato com MDB e ataca Lula

​SÃO PAULO — Durante evento em que o MDB oficializou apoio majoritário à sua candidatura à Presidência da República no segundo turno das eleições, o senador Flávio Bolsonaro (PL) subiu o tom das críticas ao Judiciário e ao seu adversário no pleito. Em ato realizado na capital paulista nesta terça-feira (13/10), Flávio acusou magistrados do Supremo Tribunal Federal (STF) de atuarem diretamente para interferir na disputa eleitoral e alegou que o atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparelhou a Corte em benefício próprio.

​“Os ministros do Lula no Supremo tentaram e continuam tentando interferir nas eleições, como fizeram já em 2022. A gente tem que falar com todas as letras”, afirmou o postulante do PL, em aceno à sua base partidária e a lideranças aliadas.

​Memórias ao pai e contraposição ao discurso governista

​Em seu discurso, Flávio resgatou o julgamento de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado no tribunal sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes. “Nunca queiram ter um pai, uma mãe ou um filho de vocês julgado pelos seus inimigos. Porque você sabe que a injustiça está precificada: antes do processo começar, você já sabe qual é o final”, discursou.

​Tentando rebater a narrativa da campanha petista — que o acusa de representar um risco de enfraquecimento democrático e de ameaça de golpe —, o candidato declarou que pretende atuar como “defensor das instituições democráticas”, sustentando que a erosão dos pilares institucionais estaria sendo provocada por decisões do próprio STF.

​Alianças e apoio expressivo do MDB

​O evento marcou o reforço na coligação de Flávio Bolsonaro para a etapa decisiva da eleição. O MDB definiu que 17 de seus 27 diretórios estaduais apoiarão a candidatura do PL, enquanto os demais terão liberdade para aderir à campanha de Lula ou optar pela neutralidade.

​O ato reuniu influentes lideranças políticas, entre as quais:

  • ​O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos);
  • ​O prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB);
  • ​O governador eleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB);
  • ​Senadores e parlamentares eleitos por partidos aliados.

​Com a adesão peemedebista, Flávio consolida um bloco que já reúne o respaldo da Federação União-PP, Republicanos, Podemos e Novo, além de ex-presidenciáveis e governadores de relevância regional, como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).


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