Flávio Bolsonaro exclui publicações antigas com críticas e ataques diretos ao Bolsa Família nas redes sociais
O candidato à Presidência da República e senador Flávio Bolsonaro (PL) apagou de suas redes sociais uma série de publicações antigas que continham críticas contundentes e ataques ao Bolsa Família. As postagens, que reapareceram no debate público e circularam entre opositores políticos, mostravam o parlamentar classificando o programa de transferência de renda como “bolsa-farelo” e acusando a iniciativa de ter caráter clientelista.
Entre as mensagens deletadas, registradas originalmente entre os anos de 2011 e 2014 em sua conta no X (antigo Twitter), o senador defendia a imposição de um limite temporal de atendimento para os beneficiários do auxílio social. Nas publicações históricas, Flávio afirmava também ter sido o único voto contrário ao projeto equivalente no âmbito estadual, alegando que o benefício gerava “dependência” e que a oposição à época usava a medida para garantir votos.
Mudança de tom e acenos ao eleitorado
A remoção do conteúdo coincide com um momento estratégico da campanha eleitoral de 2026, no qual o candidato do PL busca suavizar sua imagem com o eleitorado de menor renda e rebater acusações da oposição sobre um eventual fim de programas assistenciais em uma futura gestão.
Recentemente, a coordenadora econômica da campanha de Flávio, Daniella Marques, deu declarações sobre a necessidade de focar no incentivo à entrada dos beneficiários no mercado de trabalho formal. Diante da repercussão sobre o tema, o próprio candidato gravou um vídeo publicado em seu perfil no Instagram assegurando aos eleitores que o Bolsa Família será mantido e que seu plano prevê regras que permitam ao trabalhador acumular o benefício por até dois anos após conseguir emprego com carteira assinada.
OUTRO LADO: Procurada para comentar o motivo da exclusão das postagens e prestar esclarecimentos sobre a mudança no posicionamento histórico do candidato, a assessoria e a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ainda não se manifestaram até a publicação desta reportagem.
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