Flávio quer escalar padre para direito de resposta sobre Nossa Senhora
A campanha do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) planeja escalar um sacerdote católico como porta-voz oficial em peças de direito de resposta e propagandas partidárias. O objetivo da estratégia é rebater de forma incisiva a onda de desinformação veiculada nas redes sociais, que alegava que o parlamentar teria planos de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil caso seja eleito.
A controvérsia ganhou tração após ser resgatada uma declaração feita pelo candidato um mês antes, na qual afirmava que pretendia “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”. A partir daí, boatos associando o parlamentar a um antigo projeto de lei arquivado há quase duas décadas — de autoria do ex-deputado Victório Galli — passaram a se espalhar massivamente. Em menos de 24 horas, o boato atingiu quase 1 milhão de menções e superou 8,5 milhões de interações nos ambientes digitais, tornando-se um dos principais temas do debate político.
Em pronunciamento público, Flávio Bolsonaro desmentiu categoricamente os rumores, classificando a alegação como “uma grande mentira sem pé nem cabeça”. Ele ressaltou que, embora seja de fé evangélica, mantém profundo respeito por todas as tradições religiosas.
A ofensiva jurídica da campanha já acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e obteve decisões favoráveis na Justiça para a remoção de posts com conteúdos falsos propagados por parlamentares de oposição e influenciadores digitais. Diante do apelo do tema junto ao eleitorado religioso, o foco do comitê agora se volta para a contranarrativa audiovisual, na qual a figura de um líder católico deve atestar o respeito da candidatura às tradições do país e neutralizar danos junto ao eleitorado católico.
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