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Histórico da legislação desmente declaração de Flávio Bolsonaro sobre responsabilidade de Lula na liberação do “jogo do tigrinho”

Histórico da legislação desmente declaração de Flávio Bolsonaro sobre responsabilidade de Lula na liberação do “jogo do tigrinho”

​Uma checagem sobre o histórico das apostas de quota fixa no Brasil aponta que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) engana ao atribuir ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a responsabilidade pela liberação dos cassinos online e de jogos como o “tigrinho”.

​A legalização do setor de apostas virtuais no país ocorreu, na verdade, em 2018, durante a gestão do ex-presidente Michel Temer (MDB). A legislação aprovada na época estabelecia um prazo legal para que o mercado fosse regulamentado, responsabilidade que cabia ao governo de Jair Bolsonaro (PL). Contudo, a gestão anterior deixou o prazo legal vencer sem criar as normas necessárias, permitindo que as apostas esportivas e os jogos online se expandissem no Brasil sem regras claras, fiscalização efetiva ou recolhimento de impostos.

​Foi justamente durante essa brecha regulatória que o mercado virtual cresceu em ritmo acelerado e os cassinos online ganharam grande alcance no país. A regulamentação definitiva do setor só foi aprovada e estruturada após o início do atual mandato do governo Lula, visando impor limites e tributação às empresas da área.

​Disputa política e novos desdobramentos

​As recentes declarações do senador Flávio Bolsonaro integram o debate das eleições presidenciais. Durante transmissões e discursos de campanha, o parlamentar acusou o Poder Executivo de omissão diante do endividamento das famílias — argumento que omite a falta de regulamentação do período anterior. Enquanto ataca os cassinos virtuais, o candidato adota um tom diferenciado para as apostas esportivas, alegando que estas teriam maior viabilidade de controle.

​Do outro lado, o governo federal vem ampliando o cerco regulatório e discutindo medidas restritivas de combate ao vício em jogos eletrônicos, incluindo propostas para barrar modalidades ilegais, impor limites à publicidade das plataformas e conter os impactos das dívidas no orçamento da população vulnerável.


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