Lula reage a Trump, acena com reciprocidade contra tarifaço e demonstra preocupação com Marco Rubio
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o mandatário norte-americano, Donald Trump, não tem o direito de “impor sua vontade” sobre o Brasil e outras nações. Em entrevista concedida à CNN Internacional, o chefe do Executivo brasileiro sinalizou a possibilidade de acionar a lei da reciprocidade caso a escalada protecionista das tarifas norte-americanas avance, ao mesmo tempo em que manifestou apreensão com os bastidores políticos e com a aproximação entre o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e a família do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante a conversa com a emissora norte-americana, Lula voltou a classificar a postura de Washington como uma tentativa de agir sob a lógica de um “imperador”. Ele ressaltou que, embora defenda o diálogo e prefira exaurir todas as vias de negociação antes de retaliar comercialmente, o Brasil responderá no mesmo nível se o diálogo for ignorado. Segundo o líder brasileiro, a imposição de barreiras tarifárias tem sido baseada em argumentos inverídicos e contorna acordos bilaterais construídos ao longo de décadas.
Em outro ponto da entrevista, Lula destacou a importância de preservar a soberania nacional e os processos democráticos, rebatendo insinuações de ingerência estrangeira. O presidente manifestou inquietação com a influência política de Marco Rubio na diplomacia dos Estados Unidos voltada à América Latina e mencionou que externou pedidos para que o governo dos EUA não interfira no cenário eleitoral brasileiro. Enquanto aguarda desdobramentos diplomáticos oficiais, o Palácio do Planalto avalia alternativas de ampliação de parcerias comerciais com outros mercados para mitigar eventuais impactos econômicos do “tarifaço” impostos por Washington.
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