O mistério do jacaré que vive há mais de 40 anos no Jardim Botânico de São Paulo

​Uma lenda viva habita as águas calmas do Jardim Botânico de São Paulo. Com cerca de 100 quilos e aparições extremamente raras, um jacaré-de-papo-amarelo tem despertado a curiosidade de visitantes e funcionários há mais de quatro décadas, tornando-se um dos maiores mistérios locais.

​Uma presença antiga e misteriosa

​A história do réptil se confunde com a própria memória do parque. Funcionários mais antigos relatam que o animal já habitava o lago principal muito antes de serem admitidos. A origem exata do bicho permanece um mistério: não há registros oficiais de sua introdução no local, o que alimenta teorias que vão desde o abandono por antigos criadores até a migração natural por rios da região em tempos em que a capital paulista era menos urbanizada.

​”Muitos visitantes achavam que era apenas um mito, uma história inventada para assustar ou atrair turistas. Mas ele existe, é real e monitorado de longe”, afirma um dos colaboradores do espaço.

​Comportamento e preservação

​O jacaré, que parece perfeitamente adaptado ao ecossistema do Jardim Botânico, mantém uma rotina discreta. Ele se alimenta de peixes, aves aquáticas e pequenos animais que frequentam as margens do lago.

​Especialistas em biologia reforçam que o animal não representa um perigo para os frequentadores, desde que seu espaço seja respeitado. Por ser uma espécie nativa da Mata Atlântica (o jacaré-de-papo-amarelo), a presença dele no local ressalta a importância do Jardim Botânico como um refúgio de biodiversidade em meio à maior metrópole do país.

​Para os sortudos que conseguem registrar o momento em que ele sai para tomar sol nas margens, a aparição é um verdadeiro espetáculo da natureza paulistana.


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