A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu em flagrante, na cidade de Joinville, Amanda Maria, de 37 anos. Ela é acusada dos crimes de estelionato e falsa identidade após se aproximar de famílias fingindo ser uma adolescente de 12 anos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) para obter abrigamento, dinheiro e cuidados emocionais. O caso ganhou repercussão nacional e revelou um histórico de golpes semelhantes em diferentes estados do país.
O modus operandi e o rastro de vítimas
A suspeita utilizava uma tática baseada em vulnerabilidade emocional e apelo social. Ela se aproximava de pessoas solidárias, frequentemente envolvidas com causas sociais ou religiosas, sustentando uma fisionomia e comportamento que induziam as vítimas a acreditarem que se tratava de uma menor de idade abandonada e com necessidades especiais.
Entre os relatos que vieram à tona com a prisão, destaca-se o de Renata Magalhães, uma nutricionista de 52 anos moradora do Rio de Janeiro. Em 2023, Renata acolheu Amanda em sua própria casa por cerca de um mês, acreditando piamente na história da falsa adolescente.
“A gente não olhava para a mulher, mas para a história que ela contava. Dei carinho, afeto, comida. Não tinha como desconfiar”, desabafou a nutricionista após descobrir a farsa.
A repercussão e a ação policial
A farsa começou a desmoronar em Santa Catarina, onde a investigada tentava aplicar o mesmo método. Após denúncias e a intervenção das autoridades locais, a farsa da identidade foi descoberta, confirmando que a mulher tinha, na verdade, 37 anos e já havia deixado um rastro de vítimas em outras unidades da federação.
A polícia agora investiga a amplitude dos prejuízos financeiros e psicológicos causados por Amanda às famílias que a acolheram, além de mapear possíveis outras fraudes cometidas sob o mesmo pretexto.








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