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Técnicos do Tribunal Superior Eleitoral não encontram publicações falsas apontadas por Flávio Bolsonaro no canal Exército do Lula

Técnicos do Tribunal Superior Eleitoral não encontram publicações falsas apontadas por Flávio Bolsonaro no canal Exército do Lula

​BRASÍLIA — Em novo desdobramento da disputa eleitoral de 2026, a Assessoria de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) concluiu relatório técnico no qual afirma não ter localizado as postagens com conteúdos falsos indicadas pela campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL) no canal de aplicativo de mensagens “Exército do Lula”, gerido pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

​O documento foi encaminhado ao presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, que havia solicitado a varredura após uma série de liminares e decisões divergentes na Corte sobre o bloqueio e a liberação da plataforma de mobilização digital da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

​O que diz o relatório do TSE

​Segundo o parecer do órgão técnico:

  • ​Ausência de conteúdos vetados: A equipe técnica examinou o material veiculado no grupo e indicou que não identificou postagens equivalentes às fake news já barradas em julgamentos anteriores do tribunal e citadas pela contestação jurídica de Flávio Bolsonaro.
  • ​Dificuldade de reconstituição: O relatório observou, no entanto, que mensagens e mídias divulgadas em datas anteriores haviam sido apagadas antes do início da auditagem, o que impossibilitou o resgate integral do histórico antigo.
  • ​Linguagem e polarização: A assessoria alertou para o tom adotado na plataforma, destacando a presença recorrente de termos de cunho militar e discursos polarizadores que, segundo os analistas, podem incitar clima de confronto em vez de promover o debate eleitoral pacífico.

​Impasse jurídico e reação das campanhas

​A controvérsia teve início após o ministro Kassio Nunes Marques determinar a derrubada do canal a pedido da coligação do candidato do PL. Pouco depois, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Cueva, restabeleceu o canal sob o argumento de falta de provas materiais anexadas inicialmente que comprovassem a veiculação do conteúdo irregular. Cueva manteve, contudo, a proibição de compartilhamento de fake news previamente declaradas pela Justiça Eleitoral.

​Em nota, a campanha de Flávio Bolsonaro rebateu o parecer da equipe técnica e informou que enviará um novo dossiê detalhado com atas e registros que comprovam, segundo a equipe, as irregularidades no canal. Por sua vez, aliados do presidente Lula celebraram o parecer do órgão técnico e voltaram a classificar a tentativa de bloqueio como medida desproporcional.

​O julgamento definitivo do caso pelo plenário do TSE deve ocorrer nos próximos dias, enquanto a presidência da Corte marcou reunião com os coordenadores de ambas as campanhas para tentar alinhar diretrizes de conduta na reta final do segundo turno. 


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