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Trump volta à ONU com ameaças ao Irã, ataques a Cuba e incentivo à superinteligência artificial

Trump volta à ONU com ameaças ao Irã, ataques a Cuba e incentivo à superinteligência artificial

​Na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, subiu ao púlpito como o segundo líder a discursar no dia, logo após a tradicional abertura realizada pelo presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. Em uma fala de mais de 30 minutos marcada por tom enérgico e declarações contundentes, o republicano abordou geopolítica, conflitos globais e tecnologia, deixando de fora qualquer citação direta ao Brasil.

​Um dos momentos mais tensos do pronunciamento envolveu a República Islâmica do Irã. Trump voltou a ameaçar “aniquilar” o país e garantiu que o governo iraniano “nunca terá uma arma nuclear”. O líder americano afirmou que estuda dois caminhos: um acordo diplomático — que projeta ocorrer após as eleições de meio de mandato de novembro — ou uma escalada militar direta caso as provocações continuem.

​No tocante à América Latina, Trump direcionou críticas severas a Cuba, classificando o país como um “Estado falho” e afirmando que o regime “cairá em breve”, declaração que levou a delegação cubana a se retirar do plenário durante o discurso. Ele informou que o secretário de Estado, Marco Rubio, está à frente das diretrizes para a região. Sobre a Venezuela, relembrou ações de combate a cartéis de drogas e defendeu o uso da força militar quando necessário para defender os interesses de Washington.

​Outro ponto central da intervenção foi a defesa do avanço tecnológico. O presidente defendeu entusiasticamente o desenvolvimento da inteligência artificial e afirmou que os EUA lideram a corrida pela “superinteligência”. Trump rechaçou tentativas de sufocar ou criar entraves excessivos ao setor, comparando o impacto da IA com a Revolução Industrial e a internet.

​O discursante tratou ainda da segurança na Groenlândia, citando a assinatura de um acordo militar estratégico com a Dinamarca e representantes locais para assegurar o controle da ilha e evitar a presença de adversários estrangeiros. Além disso, teceu duras críticas a organismos internacionais, atacando o Tribunal Penal Internacional (TPI) — ao qual pediu que outros países renunciem — e acusando a ONU de adotar agendas ideológicas de esquerda. 


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