A Justiça de Goiás manteve a prisão preventiva de Raphael Sousa Oliveira, fundador da página de fofocas Choquei, após a deflagração da Operação Narcofluxo pela Polícia Federal. O influenciador foi transferido para o Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, unidade de segurança máxima, onde cumpre isolamento em uma cela comum com direito a quatro refeições diárias e banho de sol.
O papel do “operador de mídia”
Segundo as investigações da PF, Raphael atuava como o “operador de mídia” de uma organização criminosa que movimentou cerca de R$ 1,6 bilhão por meio de lavagem de dinheiro, apostas ilegais e rifas digitais.
A polícia sustenta que a Choquei era utilizada como um “escudo” para abafar crises e divulgar conteúdos favoráveis aos líderes do esquema. Entre os principais nomes envolvidos estão:
- MC Ryan SP: Apontado como o principal beneficiário econômico do esquema. Documentos indicam que ele teria transferido R$ 370 mil para Raphael.
- MC Poze do Rodo: Também preso durante a operação por suposto envolvimento na estrutura financeira do grupo.
- Chrys Dias: Influenciador com milhões de seguidores, detido sob suspeita de participar da rede de divulgação e ocultação de valores.
A defesa e o posicionamento da Choquei
Em nota oficial publicada nesta terça-feira (21), o perfil Choquei quebrou o silêncio. A página negou qualquer vínculo com organizações criminosas e afirmou que os valores recebidos de MC Ryan SP foram referentes a serviços publicitários legítimos prestados entre 2024 e 2025.
“O empresário jamais teve conhecimento de eventual intenção por parte de quaisquer dos investigados de utilizar as postagens para abafar apurações policiais”, diz trecho da nota assinada pelos advogados Frederico Moreira e Pedro Paulo Medeiros.
Próximos passos
Até o momento, os pedidos de habeas corpus e revogação da prisão foram negados. A magistrada responsável pelo caso destacou a necessidade da manutenção da custódia para garantir a segurança do processo, enquanto a PF analisa o conteúdo de dispositivos eletrônicos e veículos de luxo apreendidos, avaliados em mais de R$ 20 milhões.
O caso segue sob segredo de justiça em relação a novos desdobramentos, mas o bloqueio de bens dos envolvidos já atinge a marca bilionária citada no inquérito.




