O cenário político para as eleições de 2026 em São Paulo começou a ganhar contornos decisivos nesta semana. Levantamentos internos da campanha de Fernando Haddad (PT) revelaram que a ex-ministra Simone Tebet é o nome mais competitivo para compor uma chapa majoritária, surpreendendo estrategistas petistas pelo seu desempenho superior ao de outras figuras tradicionais da política paulista.
De acordo com fontes ligadas ao grupo de Haddad, Tebet superou nomes como Márcio França (PSB), Marina Silva (Rede), Tabata Amaral (PSB) e a pecuarista Teka Vendramini (PDT). O favoritismo da ex-ministra reforça a estratégia do governo federal de construir uma “frente ampla” no estado, buscando atrair o eleitorado moderado e de centro, setor onde Tebet mantém forte densidade desde a eleição presidencial de 2022.
Destaque nas pesquisas e novos movimentos
Além das sondagens internas, dados recentes do Instituto Paraná Pesquisas, divulgados entre 11 e 14 de abril, confirmam a força de Tebet no território paulista. Em todos os cenários testados para o Senado, ela aparece em segundo lugar, consolidando-se com cerca de 32% das intenções de voto, ficando atrás apenas de Marina Silva (37%), mas à frente de nomes da direita como Guilherme Derrite e Ricardo Salles.
As novidades de bastidor indicam que o movimento de Tebet não é isolado. Recentemente, a ex-ministra oficializou sua filiação ao PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, em um ato na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). A mudança partidária é vista como o passo definitivo para viabilizar sua participação na chapa encabeçada por Haddad ou, alternativamente, garantir uma das duas vagas ao Senado na coligação governista.
Estratégia de Aliança
A cúpula do PT em São Paulo agora trabalha para expandir esse arco de alianças. Informações recentes apontam que integrantes da campanha de Haddad iniciaram sondagens junto ao PSDB, visando reeditar uma união democrática contra o atual governador Tarcísio de Freitas. O objetivo é isolar a candidatura de direita e atrair setores do agronegócio e do mercado financeiro, áreas onde o perfil de Tebet é bem aceito.
Embora o martelo ainda não tenha sido batido sobre qual cargo Tebet ocupará — se vice-governadora ou candidata ao Senado —, a leitura unânime no Palácio do Planalto é de que ela se tornou a peça-chave para o palanque de Lula no maior colégio eleitoral do país. A definição oficial deve ocorrer nos próximos meses, conforme as coligações partidárias se consolidem.




