Búfalo apelidado de Donald Trump que viralizou na internet será sacrificado em festival religioso em Bangladesh


Um búfalo albino de 700 quilos que se tornou um fenômeno global nas redes sociais por sua impressionante semelhança com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, será sacrificado nos próximos dias. O animal, que virou uma atração turística na cidade de Narayanganj, nos arredores da capital Daca, em Bangladesh, foi adquirido para fazer parte do Eid al-Adha, conhecido como a “festa do sacrifício”, um dos festivais mais importantes do calendário islâmico.
O proprietário do bovino, Muhammad Fariduzzaman Sharon, explicou que comprou o animal há cerca de dois meses e que a escolha do nome foi feita por seu irmão mais novo, inspirado pela pelagem extraordinária e pelo topo da cabeça do bicho. Apesar do carinho e da fama repentina, Sharon enfatizou que a principal motivação por trás da compra foi cumprir o ritual religioso e “agradar a Alá”.
Para acentuar a semelhança que divertiu internautas pelo mundo, o cuidador do animal, conhecido como Mridha, adotou uma rotina peculiar. Ele joga baldes de água fria quatro vezes ao dia sobre a cabeça do búfalo e utiliza uma escova rosa para moldar os pelos loiros em um corte cuidadosamente aparado, imitando o famoso topete do mandatário republicano. Segundo a equipe que cuida dele, as semelhanças com o líder norte-americano restringem-se estritamente ao aspecto visual.
Especialistas do departamento de pecuária local esclarecem que búfalos albinos são extremamente raros. A coloração branca ou rosada da pelagem ocorre devido à ausência total ou parcial na produção de melanina, o que confere ao animal a tonalidade dourada que chamou a atenção do público.
Mesmo atraindo multidões de curiosos e gerando longas filas de pessoas interessadas em registrar uma foto com a celebridade animal, o destino do búfalo está selado pela tradição. Durante o Eid al-Adha, as famílias muçulmanas sacrificam animais como cabras, ovelhas, vacas e búfalos para, posteriormente, distribuir a carne entre familiares, amigos e comunidades em situação de extrema vulnerabilidade social. Estima-se que, somente em Bangladesh, mais de 12 milhões de animais passem pelo mesmo ritual ao longo desta semana de celebrações.

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