O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi recebido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. O encontro, considerado breve por integrantes da comitiva, teve como objetivo principal o registro fotográfico e a tentativa de construir uma agenda política favorável para o parlamentar brasileiro no exterior.
Flávio Bolsonaro estava acompanhado por seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) — que exerceu papel central na articulação da agenda devido à sua proximidade com aliados do governo americano —, e pelo comentarista político Paulo Figueiredo. Ao término da breve reunião, o grupo posou para fotos ao lado do líder norte-americano.
De acordo com interlocutores, assessores do senador aproveitaram a ocasião para entregar documentos a funcionários da Casa Branca. Entre as principais pautas defendidas pela comitiva em solo americano está a interlocução voltada para a classificação de facções criminosas brasileiras como grupos terroristas. Flávio Bolsonaro tentou viabilizar uma entrevista coletiva na Embaixada do Brasil nos EUA para repercutir a agenda, mas, diante da falta de resposta do Itamaraty, transferiu o pronunciamento para um local alternativo, queixando-se de suposta “ação ideológica” por parte do governo brasileiro.
A viagem internacional ocorre em um momento estratégico e de forte pressão política para o pré-candidato do PL. Recentemente, pesquisas de intenção de voto — como os levantamentos dos institutos Datafolha e AtlasIntel — apontaram um recuo nos índices de Flávio Bolsonaro e a ampliação da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição. O desgaste na pré-campanha foi impulsionado por repercussões negativas envolvendo o nome do banqueiro Daniel Vorcaro e discussões sobre investigações em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF).





