A presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), deputada federal Gleisi Hoffmann, subiu o tom das críticas contra o senador Sergio Moro (União Brasil-PR) durante um ato político realizado no Paraná ao lado do deputado estadual Requião Filho (PT). No palanque, a parlamentar utilizou termos contundentes ao se referir ao ex-magistrado da Operação Lava Jato, classificando-o publicamente como “juiz ladrão”.
O ataque verbal ocorreu em um momento de forte mobilização das lideranças de esquerda e centro-esquerda no estado, que buscam consolidar palanques fortes e unificar partidos como o PDT, PCdoB, PV, Rede e PSOL em oposição às forças de direita. Durante o evento, que marcou o lançamento de agendas e pré-candidaturas locais, o nome de Moro foi o principal alvo dos discursos, sendo acusado por Gleisi de atuar de forma parcial no passado para prejudicar politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o projeto do PT.
A declaração de Gleisi Hoffmann reacende uma antiga e intensa rivalidade jurídica e política no Paraná. Nos bastidores, a oposição critica a postura da deputada, argumentando que as falas extrapolam o debate democrático. Já aliados defendem a manifestação, respaldados pelas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que, ao longo dos últimos anos, reconheceram a suspeição e a parcialidade de Sergio Moro na condução dos processos criminais da Lava Jato.
Paralelamente ao embate paranaense, Sergio Moro também enfrenta outras frentes de pressão na Justiça. Recentemente, o Supremo Tribunal Federal deu andamento a ações contra o senador por declarações passadas, mantendo o ex-juiz sob constante holofote do Judiciário e da arena política nacional. Com o acirramento dos discursos locais, o cenário político no Paraná sinaliza uma disputa polarizada e marcada por fortes ataques pessoais e ideológicos entre os blocos partidários.





