MPF arquiva investigação sobre supostos sósias de Lula no Palácio do Planalto

O Ministério Público Federal (MPF) decidiu pelo arquivamento definitivo de uma notícia de fato inusitada que tramitava no órgão. A investigação buscava apurar uma denúncia anônima que afirmava que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria falecido e estaria sendo substituído por “sósias” e atores em eventos oficiais da Presidência da República.

​Detalhes da denúncia e decisão técnica

​A denúncia, classificada pelos investigadores como “totalmente desprovida de fundamentação”, alegava uma complexa trama de corrupção e substituição de identidade. Segundo o relato enviado ao MPF, o governo estaria utilizando tecnologias de Inteligência Artificial (IA) e “vozes implantadas” para simular a presença de Lula em compromissos públicos.

​No despacho de arquivamento, os procuradores destacaram os seguintes pontos:

  • Falta de provas: Não foi apresentado nenhum documento, vídeo ou evidência mínima que sustentasse a tese.
  • Inviabilidade lógica: O relato foi descrito como uma teoria conspiratória sem qualquer credibilidade.
  • Uso de recursos públicos: A decisão enfatizou que a análise de denúncias sem fundamento consome tempo e recursos preciosos do sistema judiciário.

​Contexto das Fake News

​Teorias sobre sósias de líderes políticos não são raras em ambientes de forte polarização digital. No caso de Lula, boatos similares ganharam força em redes sociais como X (antigo Twitter) e TikTok ao longo de 2024 e 2025, muitas vezes utilizando vídeos fora de contexto ou edições digitais para sugerir diferenças físicas no presidente.

​”Evidentemente, o relato não merece qualquer credibilidade, estando totalmente desprovido de fundamentação”, afirmou o Ministério Público no documento de encerramento do caso.

​Outros arquivamentos recentes envolvendo a Presidência

​O arquivamento desta denúncia ocorre em um momento em que o MPF tem filtrado diversas representações contra o governo. Recentemente, outros procedimentos foram encerrados:

  1. Gastos com alimentação: Investigações sobre contratos de buffet no Alvorada que não apresentaram irregularidades.
  2. Transparência de assessores: Esclarecimentos sobre a equipe da primeira-dama, Janja da Silva, que também foram alvo de questionamentos de órgãos de controle.

​Com o encerramento desta notícia de fato, o caso é considerado juridicamente morto, permanecendo apenas como um registro do impacto das teorias da conspiração no fluxo de trabalho das instituições públicas brasileiras.

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