A industrialização da construção civil deu um salto tecnológico em Santa Catarina. O Grupo Pacheco, sediado em Jaguaruna, no Sul do estado, implementou uma linha de montagem automatizada que utiliza tecnologia alemã adaptada para fabricar chalés de madeira modulares em apenas 40 minutos. A inovação promete transformar o setor de turismo e habitação, oferecendo rapidez, precisão industrial e desperdício zero.
Para alcançar essa marca impressionante, a empresa investiu na integração de maquinário europeu com braços robóticos chineses e softwares de automação desenvolvidos internamente. Segundo a diretoria do grupo, o objetivo foi adaptar a tecnologia alemã — conhecida pela precisão milimétrica — às necessidades específicas do mercado brasileiro e aos tipos de madeira de reflorestamento utilizados no país.
Rapidez da fábrica ao terreno
Embora a estrutura principal seja finalizada em menos de uma hora dentro da fábrica, a agilidade se estende também à montagem final. Enquanto uma construção de alvenaria convencional pode levar meses, os chalés modulares da marca podem ser instalados no terreno em um período que varia de 12 horas a 4 dias, dependendo da complexidade do projeto.
”Trazer a construção para dentro do ambiente controlado da fábrica nos permite uma precisão que o canteiro de obras artesanal não alcança”, afirma Samuel Pacheco, diretor da empresa. Esse modelo de “construção a seco” é especialmente atrativo para investidores de plataformas como o Airbnb e proprietários de pousadas na Serra Catarinense e no Vale do Itajaí, que buscam retorno rápido sobre o investimento.
Expansão e sustentabilidade
A iniciativa não se limita apenas à produção. Através da marca 321 Modular, o grupo planeja uma expansão robusta via franquias, com a meta de abrir mais de 90 unidades pelo Brasil. O modelo de negócio foca na sustentabilidade, utilizando madeira de reflorestamento, o que reduz drasticamente o impacto ambiental em comparação aos métodos tradicionais.
Além do ganho de tempo, a tecnologia resolve gargalos históricos do setor, como a escassez de mão de obra qualificada e o alto índice de sobra de materiais. Com investimentos que partem de R$ 220 mil, as estruturas entregues incluem opções totalmente mobiliadas, prontas para uso imediato, consolidando Santa Catarina como um dos principais polos de inovação em construção modular da América Latina.




