SERGIO MORO enfrenta resistência da federação União Progressista e avalia Democracia Cristã para 2026
O cenário político no Paraná entrou em ebulição com o estreitamento das opções para o senador Sergio Moro (União Brasil-PR). Após meses de articulação, a federação União Progressista — que une o União Brasil e o Progressistas (PP) — caminha para um desfecho de colisão. No próximo dia 25 de março, em Brasília, as siglas devem formalizar o veto à candidatura do ex-juiz ao governo do Paraná, consolidando um isolamento que já vinha sendo desenhado nos bastidores estaduais.
O cerco do Progressistas
O movimento de bloqueio é liderado pelo diretório paranaense do PP, sob a influência da família Barros. O deputado federal Ricardo Barros tem reiterado que não há consenso para a homologação de Moro, argumentando que o partido pretende priorizar a continuidade da aliança com o grupo do atual governador Ratinho Júnior (PSD).
Sem o aval unânime exigido pelas regras das federações partidárias, a candidatura de Moro pelo atual bloco torna-se juridicamente inviável. Líderes nacionais, como Ciro Nogueira (PP), já sinalizaram que respeitarão as decisões regionais, deixando o União Brasil de Antônio Rueda em uma posição de queda de braço com o parceiro de federação.
A rota de fuga: Democracia Cristã
Diante do “beco político”, o nome de Sergio Moro passou a ser fortemente associado à Democracia Cristã (DC). A legenda surge como uma alternativa estratégica para garantir ao senador a legenda necessária para a disputa ao Palácio Iguaçu, sem as amarras das grandes coalizões que hoje o barram.
Especula-se que a migração permitiria a Moro não apenas a segurança jurídica para concorrer, mas também o controle da nominata e das diretrizes de campanha. O movimento é visto como uma tentativa de reeditar o perfil de “candidato independente”, apelando diretamente ao eleitorado que o elegeu para o Senado, contornando a rejeição das cúpulas partidárias tradicionais que foram alvo da Operação Lava Jato.
Impasse e futuro
Embora Moro insista publicamente na viabilidade de seu nome dentro da União Progressista, o mercado político já precifica sua saída. A reunião de 25 de março é aguardada como o “divisor de águas” que poderá forçar o ex-juiz a definir seu novo destino partidário. Se confirmado o veto, a Democracia Cristã deixa de ser apenas um flerte para se tornar a principal aposta de sobrevivência do projeto majoritário de Moro para 2026.
































Publicar comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.