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TRUMP E CONGRESSO: Discurso do Estado da União foca em “virada histórica” e patriotismo para as eleições de 2026

TRUMP E CONGRESSO: Discurso do Estado da União foca em “virada histórica” e patriotismo para as eleições de 2026

​O presidente Donald Trump utilizou a tribuna do Capitólio na noite desta terça-feira (24/2) para entregar o que se tornou o discurso do Estado da União mais longo da história, com cerca de 1 hora e 48 minutos. Em um tom que mesclou o otimismo de uma “nação que voltou a vencer” com ataques diretos aos opositores, Trump buscou consolidar sua base antes das eleições de meio de mandato (midterms) em novembro.

​Os Pilares do Pronunciamento

​Diferente de uma postura de conciliação, o presidente dobrou a aposta em suas políticas mais controversas:

  • Economia e Tarifas: Trump celebrou a queda da inflação para 2,4% em janeiro e o Dow Jones ultrapassando os 50.000 pontos. No entanto, ele criticou duramente a recente decisão da Suprema Corte que limitou seu poder de impor tarifas alfandegárias, prometendo encontrar novas formas de taxar importações.
  • Imigração e Segurança: O discurso foi marcado por descrições gráficas de crimes e uma defesa fervorosa das deportações em massa. Ele anunciou uma nova “guerra contra a fraude” e criticou cidades que mantêm leis de “santuário” para imigrantes.
  • Política Externa e “Paz pela Força”: Trump destacou operações militares recentes, incluindo a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro e ataques contra embarcações de narcotráfico, além de manter um tom duro contra o Irã, exigindo garantias de que o país nunca terá armas nucleares.

​Recursos Teatrais e Simbolismo

​Fiel ao seu estilo de showman, Trump transformou o plenário em um palco de homenagens:

  1. Heróis do Esporte: A seleção masculina de hóquei dos EUA, medalhista de ouro, foi ovacionada de pé por ambos os partidos.
  2. Veteranos Centenários: O aviador da Marinha Royce Williams, de 100 anos, foi homenageado com a Medalha de Honra do Congresso.
  3. Agenda 2026: O presidente promoveu o “Freedom 250“, uma série de celebrações patrióticas que culminarão no 250º aniversário da independência dos EUA em 4 de julho de 2026.

​O Contexto Político

​Apesar do tom triunfante, o presidente enfrenta ventos contrários. Pesquisas recentes indicam uma desaprovação de 60%, com eleitores ainda preocupados com os custos de moradia e saúde. Enquanto os republicanos aplaudiam euforicamente gritos de “USA!”, os democratas permaneceram majoritariamente em silêncio, com líderes como Adam Schiff alertando para o que chamam de “erosão dos freios e contrapesos”.

​”Nossa nação está de volta. Maior, mais rica e mais forte do que nunca”, afirmou o presidente, ignorando as críticas sobre a centralização de poder em suas mãos através de decretos executivos.

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