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Caso Marielle: Por unanimidade, STF condena mandantes do assassinato da vereadora

Caso Marielle: Por unanimidade, STF condena mandantes do assassinato da vereadora

Em um julgamento histórico que encerra um dos capítulos mais sombrios da política brasileira recente, o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria absoluta para condenar os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão como os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes.

​A decisão, aguardada por quase oito anos, ratifica as investigações da Polícia Federal que apontaram a motivação política e a atuação de milícias no Rio de Janeiro como o motor do crime ocorrido em março de 2018.

​Os Detalhes da Sentença

​O veredito não se restringiu apenas aos irmãos Brazão. O colegiado também condenou outros três envolvidos que desempenharam papéis cruciais na logística e no acobertamento do atentado:

  • Chiquinho e Domingos Brazão: Apontados como os mentores intelectuais.
  • Rivaldo Barbosa: Ex-chefe da Polícia Civil do Rio, condenado por planejar o crime e garantir a impunidade dos executores.
  • Ronald Paulo de Alves Pereira (Major Ronald): Condenado pelo monitoramento da rotina da vereadora.
  • Robson Calixto Fonseca (Peixe): Assessor de Domingos Brazão, envolvido na intermediação e logística.

​O Voto do Relator

​O ministro relator destacou em seu voto que o crime foi uma “afronta direta ao Estado Democrático de Direito”. A fundamentação baseou-se em provas técnicas, cruzamento de dados de inteligência e nas delações premiadas de Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz, que já cumprem pena como os executores materiais dos disparos.

​”A justiça tarda, mas no caso de Marielle Franco, ela finalmente se apresentou com o rigor necessário para desencorajar a promiscuidade entre o crime organizado e as instituições públicas”, afirmou um dos ministros durante a sessão.

​Impacto e Repercussão

​A condenação é vista como um marco no combate à milícia fluminense. Para as famílias de Marielle e Anderson, o desfecho traz o alento da justiça, embora o vazio deixado pela perda permaneça irreparável. O caso impulsionou reformas no monitoramento de inteligência policial e na fiscalização de mandatos parlamentares no Rio de Janeiro.

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