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Chuvas fortes deixam 64 mortos e milhares de desabrigados em Juiz de Fora e Ubá

Chuvas fortes deixam 64 mortos e milhares de desabrigados em Juiz de Fora e Ubá

A Zona da Mata mineira enfrenta uma de suas maiores tragédias climáticas da história recente. De acordo com o balanço mais atualizado divulgado pelo Corpo de Bombeiros na manhã desta sexta-feira (27), o número de mortes confirmadas subiu para 64 em decorrência dos temporais que assolam a região desde o início da semana. As cidades de Juiz de Fora e Ubá são as mais atingidas, concentrando o maior volume de danos humanos e materiais.

​Em Juiz de Fora, o cenário é de calamidade pública. Até o momento, foram confirmados 58 óbitos no município, e as equipes de resgate ainda buscam por três pessoas desaparecidas. A prefeitura informou que o volume de chuva em fevereiro já superou os 580 milímetros, o maior índice histórico já registrado na cidade, representando mais de 240% acima da média para o mês. Bairros como Paineiras, JK e Linhares foram duramente atingidos por deslizamentos de terra que soterraram dezenas de residências.

​Já em Ubá, o transbordamento do Rio Ubá — que atingiu a marca histórica de quase oito metros — causou inundações severas, deixando seis mortos e dois desaparecidos. Imagens da cidade mostram carros empilhados e até caixões de uma funerária local sendo arrastados pela força das águas.

Principais dados do desastre (Atualizado em 27/02/2026):

  • Total de mortos: 64 (58 em Juiz de Fora e 6 em Ubá).
  • Desaparecidos: 5 pessoas (3 em Juiz de Fora e 2 em Ubá).
  • Desabrigados e desalojados: Mais de 5,5 mil pessoas em toda a região.
  • Cidades em calamidade: Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa.

​Mobilização e riscos persistentes

​O Governo de Minas Gerais e o Governo Federal reconheceram o estado de calamidade, o que viabiliza a liberação imediata de recursos e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para os trabalhadores atingidos. Mais de 130 militares do Corpo de Bombeiros seguem mobilizados em diversas frentes de trabalho para localizar sobreviventes e estabilizar áreas de risco.

​O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém o alerta de perigo para a região. A previsão indica que a instabilidade climática deve continuar nas próximas horas, com possibilidade de ventos intensos e novos acumulados de chuva, o que mantém a Defesa Civil em alerta máximo devido ao solo já encharcado, aumentando a probabilidade de novos deslizamentos de encostas.

​Instituições locais e prefeituras organizaram pontos de coleta para doações de alimentos não perecíveis, água potável, itens de higiene e vestuário para as famílias que perderam tudo. O acesso a alguns bairros permanece bloqueado por quedas de árvores e entulhos, dificultando a chegada de ajuda humanitária em áreas isoladas.

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