Carregando agora

Senado da Argentina aprova redução da maioridade penal para 14 anos sob gestão de Javier Milei

Senado da Argentina aprova redução da maioridade penal para 14 anos sob gestão de Javier Milei

Em uma decisão que marca uma mudança profunda no sistema jurídico do país, o Senado da Argentina aprovou nesta sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, o projeto de lei que reduz a maioridade penal de 16 para 14 anos. A proposta, que é uma das bandeiras centrais da agenda de segurança do presidente Javier Milei, recebeu 44 votos a favor e 27 contra, seguindo agora para a sanção presidencial definitiva.

​A nova legislação substitui o Regime Penal Juvenil vigente desde 1980 e estabelece diretrizes rigorosas para adolescentes que cometem crimes graves. O texto prevê que menores entre 14 e 18 anos passem a responder criminalmente, com penas que podem chegar a 15 anos de prisão em casos de homicídio, sequestro e roubos violentos.

Pontos centrais da reforma

​De acordo com o texto aprovado, o governo garantiu que o cumprimento das penas ocorrerá em centros de detenção especializados, mantendo os adolescentes em unidades separadas da população carcerária adulta. Além disso:

  • Crimes Graves: A prisão em regime fechado será aplicada prioritariamente para crimes hediondos.
  • Sanções Alternativas: Para infrações com penas menores que três anos, o magistrado poderá aplicar medidas como a proibição de saída do país ou restrição de frequentar determinados locais.
  • Orçamento: O governo de Milei anunciou a liberação de recursos equivalentes a aproximadamente R$ 90 milhões para a construção de novas estruturas e contratação de equipes multidisciplinares, embora a oposição questione se o montante será suficiente para a implementação total do sistema.

Contexto e repercussão

​O debate ganhou força na sociedade argentina após o assassinato brutal de um jovem de 15 anos na província de Santa Fé, cometido por outros adolescentes no final de 2025. O crime gerou forte comoção nacional e impulsionou a mobilização de famílias de vítimas, que se manifestaram em frente ao Congresso pedindo o fim da “impunidade juvenil”.

​A senadora e ex-ministra da Segurança, Patricia Bullrich, uma das principais articuladoras da medida, declarou que “comportamentos têm consequências” e que a nova lei busca proteger as vítimas e responsabilizar os infratores. Por outro lado, setores da oposição e organizações de direitos humanos criticam a medida, argumentando que o foco deveria ser a ressocialização e políticas públicas de base, e não apenas o caráter punitivo.

​Javier Milei, que inicialmente defendia a redução para os 13 anos de idade, aceitou o consenso de 14 anos para garantir a aprovação legislativa. A vitória no Senado consolida um pacote de reformas que o presidente argentino tem implementado em 2026, incluindo também mudanças profundas na legislação trabalhista do país.

Você Pode Ter Perdido

Entrar

Cadastrar

Redefinir senha

Digite o seu nome de usuário ou endereço de e-mail, você receberá um link para criar uma nova senha por e-mail.