Guarda Revolucionária do Irã fecha Estreito de Ormuz e ameaça incendiar navios
O cenário no Oriente Médio atingiu um ponto crítico nesta segunda-feira (2 de março de 2026), com a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) anunciando oficialmente o fechamento do Estreito de Ormuz. A medida drástica é uma retaliação direta aos bombardeios realizados pelos Estados Unidos e Israel no último sábado (28 de fevereiro), que resultaram na morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.
Em pronunciamento transmitido pela mídia estatal, o general Ebrahim Jabbari, assessor do comando da Guarda Revolucionária, foi enfático: “O estreito está fechado. Qualquer um que ousar passar, nossos heróis da força naval incendiarão esses navios”. A ameaça já começou a se materializar, com relatos de que o petroleiro Athena Nova foi atingido e forçado a interromper sua navegação após um ataque atribuído às forças iranianas.
Impacto econômico e logístico
A interrupção do tráfego em Ormuz é considerada o “botão de pânico” da economia global. Por esse canal estreito, de apenas 33 km de largura em seu ponto mais crítico, circula cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural consumido no planeta.
- Disparada nos preços: O mercado reagiu imediatamente. Analistas preveem que o barril do petróleo pode saltar para a casa dos US$ 200 nos próximos dias caso o bloqueio persista.
- Paralisação marítima: Mais de 350 navios já estão ancorados nas proximidades do estreito, aguardando ordens de segurança. Seguradoras internacionais começaram a cancelar coberturas para a região, tornando o frete inviável para a maioria das companhias.
Escalada militar e reação internacional
O governo de Donald Trump, em coordenação com Israel, mantém a ofensiva aérea. O Pentágono informou que bombardeiros B-1 estão realizando ataques profundos em território iraniano para destruir capacidades de mísseis e infraestrutura naval. Segundo o secretário de Defesa, Pete Hegseth, o objetivo é “aniquilar a marinha iraniana” e impedir que Teerã continue bloqueando as rotas comerciais.
Enquanto o Irã utiliza sua presença militar para transformar o estreito em uma zona de guerra, países vizinhos como os Emirados Árabes Unidos e o Catar relataram a interceptação de mísseis e drones iranianos em seus espaços aéreos.
O mundo agora observa o desenrolar desta que é considerada a crise geopolítica mais grave das últimas décadas. Se o bloqueio de Ormuz durar mais de 40 dias, especialistas alertam para um desabastecimento global de energia sem precedentes, afetando desde a inflação doméstica em países distantes até o funcionamento de indústrias básicas na Europa e Ásia.

































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