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Combustíveis: gasolina recua para R$ 6,45 e alta do etanol afeta motoristas em 20 estados

Combustíveis: gasolina recua para R$ 6,45 e alta do etanol afeta motoristas em 20 estados

O mercado de combustíveis no Brasil encerrou o mês de fevereiro com movimentos opostos nas bombas, trazendo novos desafios para o bolso do consumidor. De acordo com o mais recente levantamento do Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), o preço médio da gasolina no país registrou uma leve queda de 0,15%, fixando-se em R$ 6,45 por litro. Em contrapartida, o etanol hidratado apresentou uma alta de 1,49%, atingindo a média de R$ 4,77.

​Essa dinâmica reduziu a competitividade do biocombustível. Segundo os dados da Edenred, o etanol agora só é considerado vantajoso economicamente em relação à gasolina em apenas seis estados brasileiros — um cenário crítico para os proprietários de veículos flex.

​Panorama regional e destaques

​O cenário nacional esconde disparidades regionais acentuadas. Enquanto o Sudeste se mantém como a região com os preços mais competitivos para ambos os combustíveis (gasolina a R$ 6,33 e etanol a R$ 4,69), o Norte continua a registrar os valores mais elevados do país, com a gasolina chegando à média de R$ 6,83.

  • Gasolina: A maior redução foi observada no Distrito Federal, com queda de 1,35% (R$ 6,56). Já a Paraíba ostenta o título de gasolina mais barata do Brasil, vendida a R$ 6,16. No extremo oposto, Roraima lidera o ranking de preços altos, com o litro custando, em média, R$ 7,42.
  • Etanol: O estado de Pernambuco registrou a maior alta mensal, com um salto de 4,03%, elevando o preço para R$ 5,16. O Amazonas segue com o etanol mais caro (R$ 5,47), enquanto Mato Grosso do Sul e São Paulo oferecem os menores valores médios.

​Por que o etanol subiu?

​De acordo com Renato Mascarenhas, diretor da Edenred Mobilidade, a valorização do etanol está ligada a fatores sazonais. O período de entressafra da cana-de-açúcar no Centro-Sul do país reduz a oferta do produto, pressionando os preços nas usinas e, consequentemente, nos postos.

​Além disso, o setor ainda digere os impactos do aumento do ICMS, que entrou em vigor no início de 2026. Embora a Petrobras tenha anunciado reduções nas refinarias para tentar mitigar o peso dos impostos estaduais, o repasse ao consumidor final tem sido parcial ou anulado pela nova carga tributária.

​Tendências para março

​Para o início de março, o cenário é de cautela. Analistas do setor apontam que a instabilidade no mercado internacional de petróleo, impulsionada por conflitos no Oriente Médio, pode pressionar a Petrobras a revisar seus preços caso o patamar do barril se mantenha elevado.

​Por ora, a recomendação para o motorista é o cálculo rigoroso na hora de abastecer: o etanol só vale a pena se o seu preço for inferior a 70% do valor da gasolina. Com a alta de fevereiro, essa conta deixou de fechar em 20 das 27 unidades da federação.

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