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Petrobras descarta riscos para exportações e monitora preços após escalada de conflito no Irã

Petrobras descarta riscos para exportações e monitora preços após escalada de conflito no Irã

A Petrobras reafirmou nesta semana que o acirramento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, marcado pelos recentes ataques envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos, não compromete as exportações brasileiras de petróleo. Segundo Claudio Romeo Schlosser, diretor de Logística, Comercialização e Mercados da estatal, a companhia mantém rotas alternativas e estratégias comerciais sólidas que garantem o fluxo de escoamento, especialmente para os mercados asiáticos.

​Independência logística e foco na Ásia

​A tranquilidade da estatal baseia-se no fato de que o Brasil não depende diretamente das rotas afetadas pelo conflito, como o Estreito de Ormuz — por onde passam cerca de 20% da oferta global de petróleo e que enfrenta gargalos logísticos com navios ancorados. Atualmente, a China é o principal destino do óleo bruto brasileiro, tendo recebido 45% das exportações em 2025 (cerca de US$ 20 bilhões).

​”Não há risco de interrupção das importações e exportações no momento”, resumiu Schlosser, destacando que eventuais necessidades de importação de derivados podem ser facilmente redirecionadas para fornecedores fora da zona de crise.

​Volatilidade e política de preços

​Apesar da estabilidade operacional, o mercado financeiro reflete a incerteza. Na última semana, o barril de petróleo tipo Brent apresentou forte volatilidade, chegando a testar patamares acima de US$ 88 e fechando com altas expressivas devido ao receio de interrupção na oferta global.

​A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, alertou para o componente especulativo nos preços internacionais e reforçou que a companhia não pretende repassar oscilações pontuais para o consumidor brasileiro.

​”É especulação. Se todo mundo correr para comprar, vai aumentar o preço. Vamos viver um dia depois do outro”, afirmou a executiva, destacando que a Petrobras está preparada para ser rentável tanto com o barril a US$ 85 quanto a US$ 55.

​Resultados e perspectivas

​Em meio à crise externa, a Petrobras apresentou resultados operacionais robustos, registrando um lucro líquido de R$ 110,1 bilhões em 2025 — um crescimento de mais de 200% em relação ao ano anterior. Esse fôlego financeiro, aliado ao aumento de 11% na produção de óleo e gás, posiciona o Brasil como um potencial “beneficiado inesperado” no longo prazo, caso a China busque alternativas de suprimento fora do Golfo Pérsico para garantir sua segurança energética.

​A estatal segue monitorando o cenário internacional “com a noite no meio”, mantendo a cautela sobre reajustes nos combustíveis domésticos enquanto a cotação do barril continua a ser pressionada pela diplomacia de guerra no Oriente Médio.

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