Adolescente e quatro adultos estão sob custódia por estupro coletivo em Copacabana
O último envolvido no caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, entregou-se às autoridades nesta sexta-feira (6). O jovem, também de 17 anos, apresentou-se na 54ª DP (Belford Roxo) acompanhado de seu advogado, após o cerco policial se intensificar com a expedição de um mandado de busca e apreensão.
Com a apreensão do menor, todos os cinco suspeitos identificados pela Polícia Civil já estão detidos. O grupo é acusado de planejar uma emboscada no dia 31 de janeiro, onde a vítima teria sido atraída pelo adolescente — com quem mantinha um relacionamento — para um apartamento alugado por temporada, onde sofreu as agressões sexuais e físicas.
Detalhes da investigação e situação dos réus
A investigação, conduzida pela 12ª DP (Copacabana), aponta que o crime foi marcado por extrema brutalidade. Exames de corpo de delito confirmaram lesões graves na vítima, compatíveis com o relato de agressões físicas durante o ato.
- O adolescente: Responderá por ato infracional análogo ao crime de estupro. De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), sua identidade é preservada.
- Os adultos: Quatro homens, com idades entre 18 e 19 anos, já haviam se entregado ao longo da semana. São eles:
- Mattheus Verissimo Zoel Martins (19 anos)
- João Gabriel Xavier Bertho (19 anos)
- Vitor Hugo Oliveira Simonin (18 anos)
- Bruno Felipe dos Santos Allegretti (18 anos)
Os adultos responderão pelos crimes de estupro qualificado (devido à idade da vítima) e cárcere privado. Alguns dos envolvidos sofreram sanções imediatas de instituições com as quais tinham vínculo: a Unirio suspendeu Bruno Felipe por 120 dias, e o Serrano Football Club rescindiu o contrato de João Gabriel.
Desdobramentos e novas denúncias
O caso ganhou repercussão nacional e encorajou outras jovens a procurarem a polícia. O delegado Ângelo Lages confirmou que pelo menos outros dois inquéritos foram abertos para investigar crimes semelhantes que teriam sido cometidos pelo mesmo grupo em anos anteriores, utilizando o mesmo modus operandi de atrair vítimas para apartamentos.
O Ministério Público e a Polícia Civil seguem com as diligências, incluindo o pedido de quebra de sigilo telefônico dos aparelhos apreendidos para identificar possíveis novos elementos e provas da premeditação do crime.

































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