Ratinho Junior e Sergio Moro polarizam articulações para o Governo do Paraná em março decisivo
O cenário político no Paraná entra em uma fase de fervura neste mês de março de 2026. Com o prazo para desincompatibilização e definições partidárias se aproximando, o governador Ratinho Junior (PSD) e o senador Sergio Moro (União) assumiram o centro do tabuleiro, intensificando movimentos que devem ditar o tom das eleições de outubro.
Enquanto Ratinho Junior trabalha para consolidar sua estatura como presidenciável — ostentando altos índices de aprovação que chegam a 79,7% — ele enfrenta o desafio doméstico de unir o PSD em torno de um sucessor único. Já Sergio Moro, que lidera as pesquisas de intenção de voto para o Palácio Iguaçu, lida com entraves internos e a resistência de antigos aliados da direita.
O dilema da sucessão no PSD
Ratinho Junior tem adotado uma postura cautelosa, evitando declarar apoio individual precoce. No entanto, o governador já deixou claro que o candidato do grupo sairá das fileiras do seu próprio partido.
- Alexandre Curi: O presidente da Alep é um dos nomes mais fortes, chegando a sinalizar que pode deixar a sigla caso não haja uma definição rápida.
- Guto Silva: O Secretário de Cidades é visto como o favorito pessoal do governador, mas ainda busca crescer nas pesquisas de opinião.
- Rafael Greca: O ex-prefeito de Curitiba também aparece como peça relevante, embora existam especulações sobre sua saída para o PSB caso não seja o escolhido do PSD.
- Impasses Partidários: O senador sofre resistência dentro da federação entre União Brasil e PP. Lideranças do Progressistas já indicaram que podem retirar o apoio ao ex-juiz por falta de convergência interna.
- Relação com o Bolsonarismo: Ambos, Ratinho e Moro, disputam o espólio político de Jair Bolsonaro no Paraná. A influência de figuras como Flávio Bolsonaro (PL) é vista como o fiel da balança para atrair o eleitorado conservador raiz.
Próximos passos
As próximas três semanas serão cruciais para as definições de chapas. Ratinho Junior prometeu uma batida de martelo sobre o nome do PSD ainda este mês, o que deve forçar Sergio Moro a consolidar sua legenda ou buscar novas alianças para garantir musculatura política na propaganda eleitoral.

































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