Ibaneis Rocha e Thiago Manzoni protagonizam impasse sobre CPI do Master na CLDF
O futuro da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar o escândalo do Banco Master na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) está, atualmente, nas mãos de um parlamentar que rompeu publicamente com o Palácio do Buriti. O deputado distrital Thiago Manzoni (PL) tornou-se a peça-chave para a abertura das investigações, após revelar ter sido alvo de ofensas de baixo calão por parte do governador Ibaneis Rocha (MDB).
O estopim do conflito
O desentendimento entre o chefe do Executivo e o parlamentar ganhou contornos dramáticos nesta semana. Em pronunciamento no plenário, Manzoni afirmou ter recebido uma ligação de Ibaneis na qual foi chamado de “filho da puta”. O xingamento teria ocorrido após o deputado manifestar posição contrária aos interesses do governo e questionar a lisura das operações envolvendo o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master.
”Minha honra foi ofendida. E a honra da minha mãe foi ofendida. Como se xingamento fosse argumento”, declarou Manzoni na tribuna da CLDF.
Como retaliação imediata ao voto contrário de Manzoni em projetos de interesse do GDF, o governador exonerou indicados do deputado em cargos na administração pública, consolidando o rompimento político.
A conta das assinaturas
Para que a CPI seja instalada, são necessárias 8 assinaturas dos 24 deputados distritais. Até o momento, o requerimento conta com 7 nomes, a maioria de oposição:
Apesar do embate pessoal com Ibaneis, Manzoni adota cautela. O distrital afirmou que aguarda respostas a um Requerimento de Informações antes de decidir se protocolará a oitava assinatura, que obrigaria a leitura do pedido de CPI.
O foco da investigação: O “Caso Master”
A crise gira em torno da tentativa de compra de títulos e da parceria entre o BRB e o Banco Master. Investigações da Polícia Federal e auditorias apontam indícios de fraudes que podem chegar a R$ 17 bilhões. O Banco Master sofreu liquidação pelo Banco Central, e parlamentares acusam o GDF de tentar usar recursos públicos e imóveis do Distrito Federal para “salvar” a instituição financeira, em uma operação que consideram temerária ao patrimônio público.
O governador Ibaneis Rocha nega qualquer irregularidade, afirmando que as operações do BRB foram técnicas e visavam a expansão da instituição. No entanto, o desgaste político aumentou após a divulgação de que o nome do governador aparecia em contatos e mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.
Próximos passos: O prazo para a conclusão do inquérito da Polícia Federal sobre o caso termina no dia 17 de março, data que deve aumentar a pressão sobre os deputados da CLDF para uma definição sobre a CPI.

































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