O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, decidiu se desligar da sociedade do Instituto Iter, entidade criada por ele há dois anos para a oferta de cursos de aperfeiçoamento profissional na área jurídica. A decisão de deixar o quadro socioterapêutico da instituição foi tomada após a publicação de reportagens que revelaram conexões do instituto com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e contratos firmados com órgãos públicos.
A saída do magistrado do empreendimento educacional ocorre em meio ao desgaste gerado pela repercussão das denúncias na imprensa. De acordo com os levantamentos jornalísticos, o Instituto Iter mantinha laços indiretos de financiamento e parcerias envolvendo empresas ligadas a Vorcaro, além de ter celebrado contratos com entidades da administração pública para a realização de palestras e treinamentos corporativos.
Em nota e posicionamentos oficiais, a assessoria e a defesa do ministro sustentaram que a criação do instituto cumpriu integralmente as exigências legais e normas éticas aplicáveis aos magistrados do STF, cuja legislação permite o exercício do magistério superior. Argumentou-se ainda que a decisão de desligamento busca preservar a independência institucional do Supremo e evitar qualquer tipo de ruído ou questionamento sobre a atuação de André Mendonça no exercício da função pública.
O caso reacendeu o debate nos bastidores do Poder Judiciário e no Congresso Nacional sobre os limites para a participação de ministros de cortes superiores em empresas privadas de ensino, conferências pagas e instituições de aperfeiçoamento acadêmico. A retirada formal de Mendonça da sociedade do Instituto Iter já foi registrada nos órgãos competentes.
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