Haddad e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados em simulação de segundo turno
A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada neste sábado (7 de março de 2026), trouxe novos componentes para o tabuleiro sucessório brasileiro. Embora o presidente Lula (PT) mantenha a liderança em todos os cenários de primeiro turno, o levantamento indica uma aproximação significativa da oposição e consolida o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como o principal “plano B” do governo.
Em uma simulação de segundo turno entre Haddad e o senador Flávio Bolsonaro (PL), os números mostram um cenário de equilíbrio: o ministro registra 41% das intenções de voto, contra 43% do parlamentar fluminense. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, a disputa é caracterizada como um empate técnico.
Os principais números do levantamento
A pesquisa, registrada sob o código BR-03715/2026, ouviu 2.004 eleitores em 137 municípios entre os dias 3 e 5 de março. Confira os destaques:
- Primeiro Turno (Cenário com Haddad): Flávio Bolsonaro lidera com 33%, seguido por Fernando Haddad com 21% e Tarcísio de Freitas (também com 21%).
- Primeiro Turno (Cenário com Lula): O atual presidente lidera com 38%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 32%, reduzindo uma distância que era de 15 pontos em dezembro para apenas 6 pontos agora.
- Rejeição: Lula e Flávio Bolsonaro seguem como os nomes mais rejeitados, com 46% e 45%, respectivamente. Haddad possui um índice de rejeição menor, na casa dos 27%.
Haddad como alternativa viável
O fortalecimento de Haddad nos bastidores do PT ocorre em um momento de cautela. Embora a candidatura de Lula à reeleição seja tratada publicamente como “consolidada”, interlocutores do Palácio do Planalto observam com atenção o desgaste causado por temas econômicos e a pressão do Congresso.
”A aposta em Haddad é vista por setores do partido como uma forma de atrair o eleitor de centro, especialmente pela sua menor taxa de rejeição em comparação ao embate direto entre ‘Lulismo’ e ‘Bolsonarismo’ puro”, avaliam analistas políticos.
O crescimento da oposição
Flávio Bolsonaro tem capitalizado o espólio político do pai, Jair Bolsonaro (que permanece inelegível), apresentando crescimento consistente entre o eleitorado evangélico e nas regiões Sul e Centro-Oeste. No cenário de segundo turno contra Lula, a vantagem do petista caiu drasticamente: hoje o placar seria de 46% a 43%, o que também configura empate técnico no limite da margem de erro.

































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