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Viviane Barci nega mensagens de Vorcaro e fragiliza tese de defesa de Alexandre de Moraes

Viviane Barci nega mensagens de Vorcaro e fragiliza tese de defesa de Alexandre de Moraes

​A advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou publicamente ter recebido mensagens do empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, no dia em que ele foi preso pela primeira vez, em 17 de novembro de 2025. A declaração, feita por meio de sua assessoria neste domingo (8), cria um novo impasse jurídico e político, pois contradiz diretamente a linha de defesa adotada pelo próprio ministro para se distanciar do escândalo.

​O conflito de versões

​O caso ganhou tração após a divulgação de perícias da Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro. Entre os arquivos recuperados, constam capturas de tela (prints) de mensagens enviadas por Vorcaro com perguntas como: “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”.

​Para se defender das acusações de que seria o destinatário desses textos, Alexandre de Moraes afirmou, em nota oficial divulgada pelo STF na última sexta-feira (6), que as mensagens não eram para ele. Segundo a tese do ministro, os arquivos de imagem estavam armazenados em pastas do sistema de extração de dados da PF junto a contatos de outras pessoas, sugerindo que os destinatários seriam o senador Irajá Abreu (PSD-TO) ou a própria Viviane Barci.

​Contudo, a negativa enfática de Viviane — que possuía um contrato milionário de consultoria de compliance com o Banco Master, estimado em R$ 129 milhões até 2027 — retira um dos pilares da explicação de Moraes. O senador Irajá também já negou ter recebido tais comunicações, deixando a versão do ministro isolada diante das evidências técnicas.

​Mensagens de visualização única

​As investigações apontam que a comunicação entre Vorcaro e o suposto interlocutor no STF ocorria de forma sofisticada: os textos eram redigidos no bloco de notas do celular, transformados em imagem e enviados como “visualização única” (que desaparecem após serem abertas). Esse método visava impedir o rastro digital das conversas.

​Apesar das manobras, a PF conseguiu reconstruir o histórico por meio de backups e metadados. Reportagens publicadas neste fim de semana indicam que, enquanto Vorcaro enviava as dúvidas, o interlocutor respondia com emojis de aprovação e novas imagens temporárias.

​Pressão política e desdobramentos

​A crise ocorre em um momento de alta sensibilidade para o STF. Relatórios da PF revelaram que Vorcaro mencionou encontros com “Alexandre Moraes” em pelo menos sete ocasiões em conversas com sua então namorada, Martha Graeff. Em uma delas, o empresário chegou a dizer que o ministro teria visitado sua casa e elogiado a decoração, afirmando que o imóvel era “bem melhor” que um apartamento.

​No Congresso, a oposição já se mobiliza. O deputado Carlos Jordy (PL-RJ) protocolou pedidos de investigação, e parlamentares da CPMI do INSS — que recebeu os dados brutos da PF — pressionam por uma acareação. Enquanto isso, Daniel Vorcaro foi transferido na última sexta-feira (6) para a Penitenciária Federal de Brasília, um presídio de segurança máxima, sob custódia rigorosa enquanto o “caso Master” ameaça se tornar um dos maiores escândalos envolvendo a cúpula do Judiciário nos últimos anos.

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